IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Para lactente de oito meses com diarreia aguda, fezes aquosas, vômitos persistentes, febre alta, distensão abdominal, convulsões há uma hora, sonolento e sinais de desidratação leve, deverão ser tomadas as seguintes medidas terapêuticas:
Lactente com diarreia + convulsão/sonolência/vômitos persistentes → EMERGÊNCIA: Referir imediatamente a hospital com suporte.
Um lactente com diarreia aguda que apresenta convulsões, sonolência, vômitos persistentes e febre alta, mesmo com desidratação inicialmente classificada como leve, indica um quadro grave que exige encaminhamento imediato para um hospital com suporte avançado, pois há risco de complicações sérias como desidratação grave, distúrbios eletrolíticos ou sepse.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em lactentes e crianças pequenas globalmente. Embora a maioria dos casos seja autolimitada e possa ser manejada com terapia de reidratação oral (TRO), a identificação de sinais de alarme é crucial para prevenir desfechos graves, como desidratação severa, distúrbios eletrolíticos, sepse e óbito. A avaliação rápida do estado de hidratação e do nível de consciência é prioritária. A fisiopatologia da diarreia aguda envolve a perda excessiva de água e eletrólitos, principalmente devido à ação de toxinas bacterianas ou à destruição da mucosa intestinal por vírus. Em lactentes, a reserva hídrica é menor e o metabolismo é mais acelerado, tornando-os mais vulneráveis à desidratação rápida. Sinais como sonolência, letargia, convulsões, vômitos incoercíveis e febre alta indicam um quadro de maior gravidade, sugerindo desidratação grave, distúrbios metabólicos ou infecção sistêmica (sepse). A conduta terapêutica inicial para um lactente com diarreia e sinais de alarme graves é o encaminhamento imediato para um hospital com capacidade de suporte avançado. No ambiente hospitalar, a reidratação intravenosa deve ser iniciada prontamente, juntamente com a correção de distúrbios eletrolíticos e metabólicos. A investigação etiológica e o tratamento de possíveis complicações, como sepse ou meningoencefalite, são fundamentais para garantir a recuperação e evitar sequelas.
Sinais de alarme incluem convulsões, sonolência ou letargia, vômitos persistentes, febre alta, distensão abdominal grave, desidratação grave, recusa alimentar e piora do estado geral.
Em casos de vômitos persistentes, a TRO pode não ser tolerada. A alteração da consciência (sonolência, letargia) aumenta o risco de aspiração durante a administração oral, exigindo reidratação intravenosa.
Convulsões podem ser causadas por desidratação grave com distúrbios eletrolíticos (hiponatremia, hipernatremia), febre alta (convulsão febril), hipoglicemia ou, em casos mais graves, sepse com comprometimento do sistema nervoso central.
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