PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Paulo de 12 meses de idade, previamente saudável, há 4 dias apresenta diarreia , acompanhada de sangue em pequeno volume nas fezes e dor ao evacuar. Está tendo febre não termometrada e hiporexia. Ao exame: alerta, corado, mucosas levemente ressecadas, pulsos cheios, fluxo de extremidades de 2 segundos. Eupneico, abdome flácido à palpação. Demais aparelhos sem alterações. Alimentação apropriada para a idade. Em relação à conduta quanto à hidratação desta criança está INDICADO:
Criança alerta + hidratada + diarreia → Plano A (Líquidos + SRO após perdas).
Pacientes sem sinais clínicos de desidratação (Plano A) devem ser manejados em domicílio com aumento da oferta hídrica e SRO para prevenir a desidratação.
O manejo da doença diarreica aguda na infância é padronizado pela OMS e Ministério da Saúde em três planos (A, B e C). O Plano A é preventivo e domiciliar. No caso clínico, apesar da disenteria (sangue e dor), a criança está alerta, corada e com mucosas levemente ressecadas, mas com pulsos cheios e perfusão normal, o que a classifica como sem desidratação ou com desidratação mínima. A prioridade é evitar que as perdas gastrointestinais evoluam para desidratação grave. O uso de SRO após as evacuações é fundamental para repor eletrólitos. A disenteria em lactentes de 12 meses deve alertar para patógenos como Shigella ou Salmonella, mas a estabilidade clínica permite o início do tratamento de suporte por via oral.
O Plano A é indicado quando a criança não apresenta sinais de desidratação. Os critérios incluem: estado de alerta, olhos normais, presença de lágrimas, boca e língua úmidas, sede normal e sinal do prega que desaparece rapidamente.
Consiste em quatro pilares: 1) Aumentar a oferta de líquidos caseiros; 2) Administrar Soro de Reidratação Oral (SRO) após cada evacuação diarreica; 3) Manter a alimentação habitual; 4) Administrar Zinco por 10 a 14 dias.
Não. O plano de hidratação é definido exclusivamente pelo estado de hidratação do paciente. A disenteria (sangue nas fezes) exige investigação etiológica e, frequentemente, antibioticoterapia, mas se a criança estiver hidratada, o manejo hídrico permanece no Plano A.
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