SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Lactante, 10 meses de vida, apresenta diarreia, vômito e febre há quatro horas. A diarreia é líquida, sem muco ou sangue. Ao exame físico, lactante hidratado, sorridente, atento ao meio, com estado geral preservado. A conduta indicada para o caso é:
Lactente com diarreia, sem desidratação e bom estado geral → aumentar oferta hídrica (soro oral).
Em lactentes com diarreia aguda, vômito e febre, mas sem sinais de desidratação (hidratado, sorridente, atento), a conduta inicial é aumentar a oferta hídrica com soro de reidratação oral para prevenir a desidratação. Antibióticos e hidratação venosa não são indicados neste cenário.
A diarreia aguda é uma condição comum na infância, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente. A avaliação do estado de hidratação é o pilar fundamental para a conduta, e a prevenção da desidratação é a prioridade máxima no manejo. A fisiopatologia da diarreia envolve a perda de água e eletrólitos, e o vômito agrava essa perda. No entanto, o enunciado descreve um lactente com diarreia, vômito e febre, mas que está "hidratado, sorridente, atento ao meio, com estado geral preservado". Isso indica ausência de desidratação ou desidratação muito leve. Nesses casos, o objetivo principal é prevenir a progressão para desidratação moderada ou grave. A conduta indicada é aumentar a oferta hídrica, preferencialmente com soro de reidratação oral (SRO), que repõe água e eletrólitos de forma balanceada. Antibióticos não são rotineiramente indicados para diarreia aguda sem sinais de infecção bacteriana grave, e a loperamida é contraindicada em lactentes. A hidratação venosa é reservada para desidratação grave ou falha da via oral.
Um lactente hidratado apresenta-se sorridente, atento, com olhos e fontanela normais, turgor da pele preservado, mucosas úmidas e diurese presente, mesmo com diarreia e vômitos.
Aumentar a oferta hídrica com soro de reidratação oral previne o desenvolvimento da desidratação, repondo as perdas contínuas de líquidos e eletrólitos causadas pela diarreia e vômitos.
A hidratação venosa é reservada para casos de desidratação grave, choque, ou quando a hidratação oral falha devido a vômitos incoercíveis ou recusa da ingestão.
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