SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Criança de 3 anos é atendida no pronto socorro com queixa de fezes líquidas, aquosas em torno de 6 vezes ao dia, com início há 4 dias, associado a quadro febril. Refere também que houve vômitos apenas no primeiro dia dos sintomas. A mãe está preocupada pois a diarréia não melhora. Não há sinais de desidratação, no momento. A conduta mais adequada para o quadro clínico seria:
Diarreia aguda em criança sem desidratação = SRO + Zinco + manter alimentação + observar sinais de alerta.
Em crianças com diarreia aguda e sem sinais de desidratação, a conduta principal é a prevenção da desidratação e a manutenção da nutrição. Isso inclui a oferta de Soro de Hidratação Oral (SRO) em casa, suplementação de zinco (que reduz a duração e gravidade da diarreia), e a manutenção da alimentação habitual, inclusive leite materno ou de vaca, se já em uso. É fundamental orientar os pais sobre os sinais de desidratação para retorno imediato ao serviço de saúde.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos em todo o mundo, sendo um desafio comum na prática pediátrica. A maioria dos episódios é de etiologia viral (principalmente Rotavírus, embora a vacinação tenha reduzido sua incidência) e autolimitada. O principal risco é a desidratação, que pode ser fatal se não for tratada prontamente. Residentes devem estar aptos a avaliar o grau de desidratação e instituir o tratamento adequado. O manejo da diarreia aguda em crianças é baseado em três pilares: prevenção e tratamento da desidratação, manutenção da alimentação e suplementação de zinco. A avaliação do estado de hidratação é crucial para definir a conduta. Crianças sem sinais de desidratação devem receber Soro de Hidratação Oral (SRO) em casa, em pequenas e frequentes quantidades, para repor as perdas e prevenir a desidratação. A suplementação de zinco por 10 a 14 dias é recomendada para todas as crianças com diarreia, pois reduz a duração e a gravidade do episódio e previne futuras ocorrências. A alimentação habitual deve ser mantida, inclusive o leite materno ou fórmulas, para evitar a desnutrição. Antibióticos são indicados apenas em casos específicos de diarreia bacteriana invasiva. É fundamental educar os pais sobre os sinais de alerta para que busquem atendimento médico se a condição da criança piorar.
A conduta inicial para uma criança sem sinais de desidratação é a prevenção da desidratação com Soro de Hidratação Oral (SRO) em casa, suplementação de zinco e manutenção da alimentação habitual. Os pais devem ser orientados sobre os sinais de alerta para retorno.
A suplementação de zinco é recomendada porque reduz a duração, a gravidade e a recorrência de episódios de diarreia em crianças. O zinco desempenha um papel crucial na função imune e na integridade da mucosa intestinal.
Não é recomendado suspender completamente o leite de vaca ou fórmulas infantis de rotina. A maioria das crianças tolera bem a alimentação habitual durante a diarreia. A restrição alimentar pode levar à desnutrição e prolongar a recuperação. A suspensão só é considerada em casos muito específicos de intolerância grave.
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