HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Lactente dá entrada no posto de saúde com quadro de diarreia aguda. Após introdução de terapia de reidratação oral (TRO), observa-se aumento da frequência e volume das fezes. Sua conduta é:
Aumento de volume/frequência das fezes na TRO não é falha, mas sinal de reidratação; continuar TRO.
O aumento da frequência e volume das fezes após o início da TRO é um achado comum e esperado, pois a reidratação aumenta o volume de líquido no trato gastrointestinal. Não indica falha da TRO, que deve ser mantida.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em lactentes e crianças pequenas globalmente. A Terapia de Reidratação Oral (TRO) com Soro de Reidratação Oral (SRO) é a intervenção mais eficaz e custo-efetiva para prevenir e tratar a desidratação, a complicação mais grave da diarreia. É comum que, após o início da TRO, os pais ou cuidadores observem um aumento na frequência e volume das fezes. Este fenômeno não deve ser interpretado como falha do tratamento. Pelo contrário, indica que o líquido está sendo absorvido e passando pelo trato gastrointestinal, contribuindo para a reidratação do paciente. A conduta correta é manter a TRO, monitorando os sinais de hidratação e o estado geral da criança. A interrupção precoce da TRO ou a transição desnecessária para hidratação venosa pode atrasar a recuperação e expor a criança a riscos desnecessários. A educação dos pais sobre a expectativa da TRO é crucial.
A falha da TRO é caracterizada por piora da desidratação, vômitos incoercíveis que impedem a ingestão, distensão abdominal progressiva ou ausência de melhora clínica após um período adequado de observação.
O aumento da frequência e volume das fezes é um efeito esperado da reidratação, pois o líquido administrado pela TRO é absorvido e parte dele passa pelo intestino, aumentando o volume fecal. O importante é a melhora do estado de hidratação geral.
A hidratação venosa é indicada em casos de desidratação grave com choque, falha da TRO (vômitos persistentes, distensão abdominal, piora clínica) ou em situações onde a via oral não é tolerada ou suficiente.
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