Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
No manejo da diarreia aguda na infância assinale a alternativa INCORRETA:
Suplementação de Zinco na diarreia é para crianças < 5 anos, não acima.
A suplementação de zinco é recomendada para crianças com diarreia aguda ou persistente, mas a indicação principal e com maior evidência de benefício é para crianças menores de 5 anos, especialmente em regiões com deficiência de zinco. Acima de 5 anos, a evidência é limitada.
A diarreia aguda na infância é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos globalmente. O manejo adequado visa principalmente prevenir e tratar a desidratação, manter a nutrição e, em casos específicos, utilizar terapias adjuvantes. A hidratação oral é a pedra angular do tratamento, sendo fundamental para repor perdas hidroeletrolíticas. O uso de antieméticos como a ondansetrona pode ser benéfico em crianças com vômitos persistentes que dificultam a hidratação oral, enquanto a antibioticoterapia é reservada para casos de disenteria ou infecções bacterianas específicas. A manutenção da alimentação é crucial para evitar a desnutrição e promover a recuperação intestinal. A suplementação de zinco é uma intervenção importante na diarreia infantil, especialmente em crianças menores de 5 anos, pois reduz a duração e a gravidade dos episódios, além de prevenir recorrências. Sua recomendação acima de 5 anos, no entanto, não possui a mesma força de evidência e não é uma indicação universalmente aceita para diarreia aguda.
A ondansetrona é recomendada para crianças com diarreia aguda que apresentam vômitos persistentes, a fim de facilitar a hidratação oral e reduzir a necessidade de hidratação intravenosa, melhorando a tolerância à SRO.
A antibioticoterapia é indicada em casos de disenteria (sangue nas fezes) com acometimento do estado geral, suspeita de infecção bacteriana invasiva ou em situações específicas como cólera, após avaliação clínica.
A suplementação de zinco é recomendada para crianças com diarreia aguda ou persistente, principalmente aquelas menores de 5 anos, para reduzir a duração e a gravidade dos episódios e prevenir futuros, conforme diretrizes da OMS.
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