Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Em relação a diarreia aguda na infância assinale a alternativa CORRETA:
Diarreia aguda em crianças eutróficas → evolução autolimitada é comum, foco na reidratação oral.
A maioria dos casos de diarreia aguda em crianças bem nutridas é viral e autolimitada, não necessitando de intervenções agressivas. O foco principal é a prevenção e tratamento da desidratação com terapia de reidratação oral (TRO), sendo o zinco um adjuvante importante.
A diarreia aguda na infância é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente. É definida pela alteração do padrão de evacuações, com aumento da frequência e/ou diminuição da consistência das fezes, com duração de até 14 dias. A maioria dos episódios é de etiologia viral e autolimitada, especialmente em crianças eutróficas. O diagnóstico é clínico, focado na avaliação do estado de hidratação. A fisiopatologia envolve a perda de água e eletrólitos, podendo levar à desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos. É crucial suspeitar de desidratação em qualquer criança com diarreia, avaliando sinais como turgor da pele, olhos encovados e estado de consciência para classificar a gravidade. O tratamento baseia-se na prevenção e correção da desidratação com Terapia de Reidratação Oral (TRO), que é a medida mais eficaz e segura. O uso de zinco é recomendado para reduzir a duração e gravidade dos episódios diarreicos. Antibióticos são indicados apenas em casos específicos de disenteria bacteriana ou cólera, e a maioria das crianças eutróficas tem boa evolução com manejo de suporte.
Os sinais incluem olhos encovados, boca seca, diminuição da elasticidade da pele, ausência de lágrimas, diminuição da diurese e letargia. A gravidade é classificada em leve, moderada ou grave, orientando a conduta terapêutica.
A hidratação venosa é indicada em casos de desidratação grave, choque, falha da terapia de reidratação oral (vômitos persistentes, distensão abdominal) ou alteração do nível de consciência que impeça a ingestão oral.
A antibioticoterapia é reservada para casos específicos, como disenteria grave (febre alta, sangue e muco nas fezes), cólera, giardíase ou infecções bacterianas confirmadas por cultura, não sendo uma medida de rotina para todas as diarreias.
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