Prevenção de Diarreia Viral em Pediatria e Creches

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2017

Enunciado

Dr. João assume uma estratégia de saúde da família. Dentro da equipe, descobre que o nível de violência familiar na comunidade é alto. Em seu primeiro dia de trabalho recebe a família de Maria e José para atendimento. Esta utiliza com frequência a unidade. Maria e José têm 3 filhos: Ana (6 anos), Ester (18 anos) e Pedro (9 anos); além deles, mora com a família, Carlos, pai de Maria, um senhor de 79 anos, que possui hipertensão arterial e diabetes. Possui uma capsulite adesiva intensa e dificuldade visual. Ao examinar Ana, o Dr. João nota que a menina iniciou um quadro diarreico há cerca de uma semana, compatível com o tempo que iniciou na creche. Em relação ao quadro clínico apresentado por Ana, sabe-se que

Alternativas

  1. A) Lavar as mãos é o modo simples e efetivo de evitar disseminação de diarreia viral.
  2. B) Trata-se de um episódio de diarreia crônica com evolução desfavorável.
  3. C) É uma diarreia com sinais de alarme, já que ocorre há uma semana.
  4. D) Devido à idade da menina, devemos usar azitromicina 10 mg/kg dividido em 2 vezes ao dia.

Pérola Clínica

Lavar as mãos = Medida mais eficaz e barata para prevenir diarreia viral.

Resumo-Chave

A transmissão de patógenos entéricos em ambientes coletivos (creches) é comum; a higienização rigorosa das mãos interrompe a cadeia de transmissão fecal-oral.

Contexto Educacional

A diarreia aguda é uma das principais causas de morbidade em crianças no Brasil. O contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF) enfatiza a educação em saúde como ferramenta preventiva primária. A lavagem das mãos é a intervenção com melhor custo-benefício na redução da incidência de doenças infectocontagiosas. O caso clínico ilustra um cenário comum de exposição em creches, onde a vigilância epidemiológica e a orientação aos pais sobre higiene e hidratação são pilares do tratamento e controle.

Perguntas Frequentes

Qual a principal via de transmissão da diarreia viral em crianças?

A principal via é a fecal-oral, podendo ocorrer através do contato direto entre pessoas ou indireto por meio de fômites, água ou alimentos contaminados. Em creches, o compartilhamento de brinquedos, a troca de fraldas e o contato próximo facilitam a disseminação de vírus como o Rotavírus e o Norovírus, tornando as medidas de higiene pessoal e ambiental cruciais para o controle de surtos.

Quando a diarreia é considerada crônica?

A diarreia é classificada como aguda quando dura até 14 dias. Entre 14 e 30 dias, é chamada de persistente. Somente após 30 dias de duração contínua é que o quadro é definido como diarreia crônica, geralmente exigindo investigação de causas não infecciosas, como má absorção, doenças inflamatórias intestinais, fibrose cística ou intolerâncias alimentares.

Quais são os sinais de alarme na diarreia infantil?

Os sinais de alarme incluem desidratação grave (olhos encovados, sinal do prega muito lento, letargia ou irritabilidade), recusa alimentar, vômitos persistentes que impedem a hidratação oral, presença de sangue nas fezes (disenteria), febre alta e comprometimento do estado geral. A presença desses sinais indica a necessidade de intervenção imediata, muitas vezes com reidratação venosa e investigação laboratorial.

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