UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Um homem de 47 anos comparece ao departamento de emergência referindo diarreia há dois dias. Sobre este cenário, afirma-se:
Diarreia aguda + febre ≥38ºC, dor grave, >70 anos ou imunocomprometido → avaliação sorológica/fecal.
A indicação de exames complementares na diarreia aguda não é universal. Ela é reservada para pacientes com sinais de gravidade ou fatores de risco, como febre alta, dor abdominal intensa, idade avançada ou imunossupressão, para identificar agentes etiológicos específicos.
A diarreia aguda é uma condição comum, mas a decisão de investigar sua etiologia deve ser baseada em critérios clínicos bem definidos. A maioria dos casos é autolimitada e de origem viral, não necessitando de exames complementares. No entanto, a identificação de pacientes em risco ou com sinais de gravidade é crucial para um manejo adequado. A avaliação sorológica e/ou fecal é indicada para pacientes com febre alta (≥38ºC), dor abdominal grave, sinais de disenteria (sangue ou muco nas fezes), desidratação severa, imunocomprometidos, idosos (>70 anos) ou quando a diarreia persiste por mais de 3-5 dias. Nesses casos, a identificação do agente etiológico pode guiar o tratamento específico, como o uso de antibióticos. O tratamento inicial da diarreia aguda foca na reposição volêmica e eletrolítica, preferencialmente com soluções de reidratação oral. Agentes antimotilidade, como a loperamida, devem ser usados com cautela e são contraindicados em casos de disenteria ou suspeita de infecção por Clostridium difficile, devido ao risco de prolongar a doença ou induzir complicações.
A investigação é indicada em casos de febre alta (≥38ºC), dor abdominal grave, disenteria, desidratação severa, pacientes imunocomprometidos, idosos (>70 anos) ou diarreia que persiste por mais de 3-5 dias.
Podem ser solicitados coprocultura, pesquisa de toxinas (ex: Clostridium difficile), parasitológico de fezes, pesquisa de leucócitos fecais e, em casos específicos, sorologias para agentes virais ou bacterianos.
A loperamida, um agente antimotilidade, pode prolongar o contato da toxina bacteriana com a mucosa intestinal em casos de disenteria (diarreia com sangue e febre), piorando o quadro e aumentando o risco de complicações como megacólon tóxico.
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