IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
APN, 34 anos, G1P1CA0, apresenta corrimento esbranquiçado com odor descrito pela paciente como "cheiro de podre", com início após relação sexual vaginal ocorrida há 2 dias. A abordagem indicada durante a consulta, visando à descoberta do microrganismo causador, é:
Vaginose bacteriana: corrimento acinzentado, odor fétido (pós-coito), teste de whiff +, pH > 4,5, células-chave.
O teste de whiff é essencial para o diagnóstico de vaginose bacteriana, detectando aminas voláteis produzidas por bactérias anaeróbias. A coleta de citopatológico não é o método primário para identificação rápida do patógeno em casos de infecção aguda, sendo mais para rastreamento de lesões pré-neoplásicas.
A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, com redução dos lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis. Sua prevalência é alta e, embora não seja considerada uma infecção sexualmente transmissível, a atividade sexual pode influenciar seu desenvolvimento. É importante reconhecê-la devido ao risco aumentado de complicações obstétricas e ginecológicas, como doença inflamatória pélvica, endometrite pós-parto e infecções pós-cirúrgicas.
Os principais sinais e sintomas da vaginose bacteriana incluem corrimento vaginal esbranquiçado ou acinzentado, de aspecto homogêneo, com odor fétido (semelhante a peixe podre), que se intensifica após a relação sexual ou menstruação. Prurido e disúria são menos comuns.
O teste de whiff é realizado adicionando-se uma gota de hidróxido de potássio (KOH) a 10% a uma amostra do corrimento vaginal em uma lâmina. A liberação de um odor fétido característico (cheiro de peixe) indica um resultado positivo, sugerindo a presença de aminas voláteis produzidas por bactérias anaeróbias, o que é um critério diagnóstico para vaginose bacteriana.
Os critérios de Amsel incluem a presença de pelo menos três dos seguintes: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal maior que 4,5; teste de whiff positivo; e presença de células-chave (clue cells) na microscopia do esfregaço vaginal. São considerados o padrão-ouro clínico para o diagnóstico.
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