FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente de 27 anos de idade, policial penitenciário, acometido por diabetes melito insulinodependente buscou atendimento na unidade básica de saúde (UBS) por demanda espontânea, relatando tosse há três meses e perda ponderal não intencional de 8 kg. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta indicada.
Sintomático respiratório (>2 sem) com fator de risco (DM, contato) → Investigar TB com Teste Rápido Molecular (TRM-TB) como primeira escolha.
Em um paciente com alta suspeita clínica e epidemiológica de tuberculose, o Teste Rápido Molecular (TRM-TB) é preferível à baciloscopia. Ele oferece maior sensibilidade, rapidez no resultado e a capacidade de detectar resistência à rifampicina, otimizando o início do tratamento adequado.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública global, e seu diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença. A investigação deve ser iniciada em qualquer paciente considerado 'sintomático respiratório', definido como aquele com tosse por três semanas ou mais (ou duas semanas em populações de alto risco). O caso em questão apresenta múltiplos fatores que elevam a suspeita: tosse crônica, perda ponderal significativa, diabetes mellitus (uma comorbidade que aumenta o risco de TB) e ser policial penitenciário (exposição a uma população de alta prevalência). O Ministério da Saúde do Brasil e a OMS recomendam o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), como o GeneXpert MTB/RIF, como o principal método diagnóstico inicial em amostras pulmonares. Este teste baseado em PCR em tempo real é superior à baciloscopia tradicional em sensibilidade, especialmente em pacientes paucibacilares (como imunossuprimidos) e em crianças. Além disso, sua capacidade de detectar mutações associadas à resistência à rifampicina em menos de duas horas é uma vantagem crítica para a saúde pública e para o manejo individual do paciente. A abordagem correta, portanto, é a avaliação imediata com solicitação do TRM-TB. Adiar a investigação ou encaminhar para a especialidade sem um diagnóstico inicial retarda o tratamento, aumenta o risco de transmissão comunitária e piora o prognóstico do paciente. A radiografia de tórax é um exame complementar importante, mas não substitui a confirmação bacteriológica.
Os sintomas clássicos incluem tosse persistente por mais de duas a três semanas (seca ou produtiva), febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso inexplicada (consumpção), astenia e, em alguns casos, hemoptise.
O TRM-TB (Xpert MTB/RIF) tem maior sensibilidade, pois detecta o DNA do bacilo, fornece resultados em cerca de 2 horas e, crucialmente, testa simultaneamente a resistência à rifampicina, o principal fármaco de primeira linha, orientando a terapia inicial.
O diabetes compromete a imunidade celular, especialmente a função de neutrófilos e macrófagos, que são cruciais para conter a infecção pelo *Mycobacterium tuberculosis*. Isso triplica o risco de reativação de TB latente e progressão para doença ativa, além de piorar os desfechos do tratamento.
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