UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Homem de 43 anos, em consulta na UBS, refere tosse, sudorese noturna, inapetência e emagrecimento há 2 meses. Radiografia de tórax: infiltrado em ápice direito, baciloscopia direta: positiva para BAAR em duas amostras de escarro. De acordo com as orientações do Ministério da Saúde do Brasil, a conduta correta é
BAAR positivo em 2 amostras + sintomas → iniciar RIPE imediatamente, notificar e testar HIV.
Em casos de suspeita clínica forte de tuberculose pulmonar (tosse, emagrecimento, sudorese noturna) e confirmação por duas baciloscopias positivas para BAAR, o tratamento com o esquema RIPE deve ser iniciado prontamente, sem aguardar outros exames. A notificação compulsória e a testagem para HIV são condutas essenciais e obrigatórias.
A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa de grande relevância em saúde pública, especialmente no Brasil, que figura entre os países com alta carga da doença. A suspeita clínica surge em pacientes com tosse prolongada (>3 semanas), sudorese noturna, emagrecimento e inapetência. O diagnóstico da tuberculose pulmonar é confirmado pela baciloscopia direta de escarro, sendo duas amostras positivas para BAAR (bacilo álcool-ácido resistente) suficiente para iniciar o tratamento. A fisiopatologia envolve a infecção pelo Mycobacterium tuberculosis, que afeta predominantemente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos. A radiografia de tórax frequentemente revela infiltrados em ápices pulmonares, mas pode apresentar padrões variados. Uma vez confirmado o diagnóstico por baciloscopia, a conduta prioritária, conforme as orientações do Ministério da Saúde, é iniciar imediatamente o esquema de tratamento padrão (RIPE: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), sem aguardar resultados de cultura ou testes de sensibilidade, que podem atrasar o manejo e aumentar a transmissão. A notificação do caso à vigilância epidemiológica é compulsória e fundamental para o controle da doença. Além do tratamento, a testagem para HIV é uma conduta obrigatória e de extrema importância, dada a alta prevalência de co-infecção TB-HIV e o impacto mútuo no curso de ambas as doenças. A investigação e o manejo dos contatos intradomiciliares também são essenciais para identificar novos casos e interromper a cadeia de transmissão. A adesão ao tratamento e a busca ativa de casos são pilares para o controle da tuberculose e a redução de sua morbimortalidade.
O tratamento da tuberculose pulmonar deve ser iniciado imediatamente após a confirmação diagnóstica, que pode ser feita por duas baciloscopias diretas positivas para BAAR no escarro, ou uma baciloscopia positiva associada a quadro clínico e radiológico compatíveis, ou por cultura positiva para Mycobacterium tuberculosis.
O esquema de tratamento inicial padrão no Brasil é o RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) por dois meses, seguido por rifampicina e isoniazida por mais quatro meses. Este esquema é eficaz para a maioria dos casos de tuberculose sensível.
A testagem para HIV é crucial em pacientes com tuberculose devido à alta co-infecção e à interação entre as duas doenças. O HIV é o principal fator de risco para o desenvolvimento da tuberculose ativa, e a co-infecção impacta o manejo, o prognóstico e a escolha de alguns medicamentos.
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