HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Criança de 3 anos foi levada à Unidade Básica de Saúde por apresentar tosse produtiva, redução de apetite e emagrecimento há um mês. Recebeu amoxicilina há 15 dias, sem melhora do quadro. A ausculta pulmonar estava normal. A prova tuberculínica solicitada foi de 6 mm, e a radiografia de tórax apresentava adenomegalia hilar. A mãe referiu que avô foi internado com diagnóstico de tuberculose. Segundo a recomendação do Ministério da Saúde, entre as seguintes condutas, a melhor para essa criança é:
Criança com tosse crônica, emagrecimento, contato TB, PPD >= 5mm e adenomegalia hilar → Tuberculose ativa, iniciar RIF+INH+PZA.
Em crianças com sintomas sugestivos de tuberculose ativa (tosse prolongada, perda de peso, febre), história de contato com caso de TB, PPD positivo (≥5mm em contatos) e achados radiológicos como adenomegalia hilar, o tratamento empírico para tuberculose ativa com Isoniazida, Rifampicina e Pirazinamida deve ser iniciado prontamente, mesmo sem confirmação bacteriológica.
A tuberculose (TB) em crianças representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, especialmente em países com alta carga da doença. Diferentemente dos adultos, a TB pediátrica é frequentemente paucibacilar e o diagnóstico depende fortemente de uma combinação de dados epidemiológicos (contato com caso de TB), clínicos (tosse persistente, febre, perda de peso, inapetência), imunológicos (prova tuberculínica positiva) e radiológicos (adenomegalia hilar, infiltrados pulmonares). A prova tuberculínica (PPD) é uma ferramenta importante, sendo considerada positiva em crianças com ≥ 5 mm de enduração em casos de contato domiciliar com TB, imunocomprometimento ou em crianças menores de 10 anos. A radiografia de tórax é essencial, e a adenomegalia hilar é um achado clássico da TB primária em crianças, refletindo o complexo primário de Ghon. A ausculta pulmonar pode ser normal, mesmo em casos de doença ativa. Diante de um quadro clínico-epidemiológico e radiológico sugestivo, o tratamento para tuberculose ativa deve ser iniciado prontamente, mesmo na ausência de confirmação bacteriológica, devido ao risco de progressão da doença e formas graves. O esquema terapêutico padrão, recomendado pelo Ministério da Saúde, inclui Isoniazida, Rifampicina e Pirazinamida na fase intensiva, seguido por Isoniazida e Rifampicina na fase de manutenção, com duração total de seis meses para a maioria dos casos. O tratamento da infecção latente (ILTB) é reservado para contatos assintomáticos.
O diagnóstico de tuberculose ativa em crianças baseia-se em uma combinação de fatores: história de contato com caso de TB, sintomas clínicos sugestivos (tosse crônica, perda de peso, febre), prova tuberculínica (PPD) positiva (≥5mm em contatos ou imunocomprometidos) e achados radiológicos compatíveis (ex: adenomegalia hilar, infiltrados).
O esquema de tratamento inicial para tuberculose ativa em crianças, conforme o Ministério da Saúde, consiste em Isoniazida (INH), Rifampicina (RIF) e Pirazinamida (PZA) por dois meses, seguido por Isoniazida e Rifampicina por mais quatro meses.
É difícil confirmar bacteriológicamente a tuberculose em crianças porque elas geralmente apresentam doença paucibacilar (poucos bacilos), têm dificuldade em produzir escarro, e as amostras gástricas ou de lavado brônquico são mais invasivas e nem sempre positivas. Por isso, o diagnóstico é frequentemente clínico-epidemiológico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo