HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022
Paciente feminina, obesa, 30 anos, faz uso regular de contraceptivo, sem outras comorbidades, é admitida na emergência após acidente de motocicleta, com fratura de fêmur. Já na enfermaria, 48 horas após abordagem cirúrgica, evolui com dispneia súbita, taquicardia, escarros hemoptóicos e queda da saturação. Considerando-se apenas a história clínica, qual o melhor exame a ser solicitado e o provável diagnóstico, respectivamente?
Dispneia súbita, taquicardia, hemoptise + fatores de risco (cirurgia, fratura, ACO, obesidade) → TEP = AngioTC tórax.
A paciente apresenta um quadro clássico de Tromboembolismo Pulmonar (TEP) com dispneia súbita, taquicardia e escarros hemoptóicos, além de múltiplos fatores de risco (cirurgia recente, fratura de fêmur, uso de contraceptivo oral, obesidade). A angiotomografia de tórax é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de TEP.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, resultante da oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). Sua incidência é significativa, especialmente em pacientes hospitalizados, pós-cirúrgicos ou com múltiplos fatores de risco para trombose. A compreensão da fisiopatologia, que envolve a tríade de Virchow (lesão endotelial, estase sanguínea e hipercoagulabilidade), é fundamental para o reconhecimento precoce e manejo adequado da doença, que é uma das principais causas de morte evitável em hospitais. A apresentação clínica do TEP é variada e inespecífica, o que torna o diagnóstico desafiador. Os sintomas mais comuns incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia, tosse e, em casos mais graves, síncope ou choque. A presença de fatores de risco, como cirurgia recente (fratura de fêmur), uso de contraceptivos orais e obesidade, eleva a probabilidade pré-teste. Escalas de probabilidade clínica, como a de Wells ou Genebra, são ferramentas úteis para estratificar o risco. Em pacientes com alta probabilidade clínica e instabilidade hemodinâmica, o ecocardiograma pode mostrar sinais de sobrecarga de ventrículo direito. O diagnóstico definitivo do TEP é estabelecido pela angiotomografia de tórax (AngioTC), que permite a visualização direta dos trombos. Em pacientes com baixa probabilidade clínica, o D-dímero pode ser utilizado como exame de exclusão. O tratamento do TEP agudo envolve a anticoagulação imediata, geralmente com heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada, seguida por anticoagulantes orais. Em casos de TEP maciço com instabilidade hemodinâmica, a trombólise sistêmica ou embolectomia pode ser necessária. Residentes devem dominar a avaliação de risco, o diagnóstico rápido e o início da terapia para melhorar o prognóstico dos pacientes.
Os principais fatores de risco incluem cirurgia recente (especialmente ortopédica), trauma, imobilização prolongada, uso de contraceptivos orais, obesidade, câncer, trombofilias e história prévia de TEV.
Os sintomas clássicos são dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia, tosse e, ocasionalmente, hemoptise. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco que desenvolvem esses sintomas agudamente.
A angiotomografia de tórax (AngioTC) é o exame de escolha porque permite a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares, possui alta sensibilidade e especificidade, e pode identificar diagnósticos diferenciais.
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