TEP: Diagnóstico com Escore de Wells e Angiotomografia

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2023

Enunciado

Paciente feminina, 55 anos, histórico de neoplasia de mama, internada na enfermaria para tratamento de um quadro de pneumonia. No terceiro dia de internamento apresentou quadro súbito de dor torácica e queda na saturação de O2. Foi encaminhada para o setor de emergência. Encontrava-se com Frequência Cardíaca=120 batimentos por minuto, Pressão Arterial = 120/60mmHg, Frequência Respiratória = 22 por minuto, Saturação de O2= 90%, sendo instalado O2 sob cateter nasal. Ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base direita, bulhas cardíacas rítmicas normofonéticas taquicárdicas, abdome plano, flácido, indolor, com dor e empastamento em panturrilha esquerda. Baseado no escore de probabilidade de Wells para tromboembolismo pulmonar (TEP), qual a conduta mais adequada para o quadro?

Alternativas

  1. A) Dosagem de D-dímero.
  2. B) Angiotomografia de tórax.
  3. C) Arteriografia pulmonar.
  4. D) Ecocardiograma.

Pérola Clínica

TEP: Alta probabilidade clínica (Wells) → Angiotomografia de tórax. D-dímero para baixa/intermediária.

Resumo-Chave

Em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP, como indicado pelo escore de Wells (câncer, taquicardia, sinais de TVP), a angiotomografia de tórax é o exame de escolha para confirmação diagnóstica. O D-dímero é útil para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade, mas não para confirmar em alta probabilidade.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de morte hospitalar evitável. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com fatores de risco como neoplasias, cirurgias recentes, imobilização prolongada e trombofilias. A apresentação clínica pode variar, mas dispneia súbita, dor torácica pleurítica e taquicardia são achados comuns. A estratificação de risco inicial, frequentemente realizada pelo escore de Wells, guia a investigação diagnóstica. Em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP, a investigação deve prosseguir diretamente para exames de imagem confirmatórios. A angiotomografia de tórax é o método de escolha na maioria dos centros, devido à sua alta sensibilidade e especificidade. O D-dímero, por sua vez, é mais útil para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica, devido ao seu alto valor preditivo negativo. Um D-dímero negativo em um paciente de baixa probabilidade torna o TEP improvável. O tratamento do TEP envolve a anticoagulação imediata para prevenir a progressão do trombo e reduzir o risco de recorrência. Em casos de instabilidade hemodinâmica, a trombólise ou a embolectomia podem ser indicadas. A identificação e o manejo rápidos são cruciais para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade associada a essa condição.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios do escore de Wells para TEP?

Os principais critérios do escore de Wells incluem sinais e sintomas de TVP, frequência cardíaca >100 bpm, imobilização ou cirurgia recente, história de TEP/TVP, hemoptise, câncer e diagnóstico alternativo menos provável que TEP.

Quando a angiotomografia de tórax é a conduta mais adequada para TEP?

A angiotomografia de tórax é a conduta mais adequada quando há alta probabilidade clínica de TEP, geralmente determinada por um escore de Wells elevado, ou quando o D-dímero é positivo em pacientes com probabilidade intermediária.

Qual o papel do D-dímero no diagnóstico de TEP?

O D-dímero é um marcador de degradação da fibrina com alto valor preditivo negativo. Ele é útil para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica, mas não deve ser usado isoladamente para confirmar o diagnóstico, especialmente em alta probabilidade.

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