Tricomoníase: Diagnóstico, Tratamento e Rastreio de ISTs

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2019

Enunciado

Maria Joaquina tem 25 anos e procura atendimento na Unidade de Saúde próxima de sua casa, pois teve algumas relações sexuais desprotegidas. Por algumas vezes ela procurou consulta para orientações, mas não conseguiu vaga. Hoje, queixa-se de início há alguns dias de prurido vaginal e dispareunia. Ao exame ginecológico: inspeção normal; exame especular com secreção amarelo, bolhosa e fétida, parede vaginal eritematosa e colo friável; toque vaginal apenas desconfortável. Sobre o caso clínico apresentado, considerando o atendimento ampliado a Maria, assinale CERTO para verdadeiro e ERRADO para falso para a afirmação a seguir: Deve ser aconselhado o tratamento do parceiro e a realização do anti-HIV, VDRL, hepatites B e C.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Secreção amarelo-bolhosa-fétida + colo friável → Tricomoníase. Tratar parceiro e rastrear outras ISTs (HIV, VDRL, Hepatites).

Resumo-Chave

O quadro clínico de Maria Joaquina é altamente sugestivo de tricomoníase. Diante de uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) e histórico de relações desprotegidas, é imperativo tratar o parceiro sexual e realizar o rastreio completo para outras ISTs, como HIV, sífilis (VDRL) e hepatites B e C, conforme as diretrizes de saúde pública.

Contexto Educacional

A tricomoníase é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) comum causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, que afeta milhões de pessoas anualmente. O quadro clínico típico em mulheres inclui prurido vaginal, dispareunia, e uma secreção vaginal característica: amarelo-esverdeada, bolhosa e com odor fétido. O exame especular pode revelar eritema vaginal e um colo friável, por vezes com petéquias (colo em framboesa). O diagnóstico é feito pela visualização do protozoário móvel ao microscópio em esfregaço a fresco da secreção vaginal, ou por testes moleculares mais sensíveis. O tratamento de escolha é o metronidazol, administrado em dose única ou por sete dias. É crucial que o parceiro sexual também seja tratado, mesmo que assintomático, para evitar a reinfecção e a propagação da doença. A falha em tratar o parceiro é uma causa comum de falha terapêutica e reincidência. Além do tratamento específico, a identificação de uma IST como a tricomoníase em uma paciente com histórico de relações desprotegidas é um 'sinal de alerta' para a necessidade de rastreio de outras ISTs. As diretrizes recomendam a oferta de testes para HIV, sífilis (VDRL) e hepatites B e C, bem como aconselhamento sobre práticas sexuais seguras. Para residentes, a abordagem integral e a educação em saúde sexual são tão importantes quanto o tratamento medicamentoso.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da tricomoníase feminina?

A tricomoníase feminina classicamente se manifesta com prurido vaginal intenso, dispareunia, e uma secreção vaginal abundante, amarelo-esverdeada, bolhosa e com odor fétido. Ao exame especular, pode-se observar eritema da parede vaginal e um colo friável, por vezes com aspecto de 'colo em framboesa'.

Por que o tratamento do parceiro é fundamental na tricomoníase?

O tratamento do parceiro sexual é fundamental para prevenir a reinfecção da paciente e interromper a cadeia de transmissão da infecção. Mesmo parceiros assintomáticos devem ser tratados, geralmente com metronidazol, para garantir a erradicação da Trichomonas vaginalis.

Qual a importância do rastreio de outras ISTs em casos de tricomoníase?

A presença de uma IST, como a tricomoníase, e o histórico de relações sexuais desprotegidas indicam um risco aumentado para outras infecções. Portanto, é crucial oferecer e realizar o rastreio para HIV, sífilis (VDRL) e hepatites B e C, conforme as diretrizes, para um manejo completo da saúde sexual da paciente.

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