UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
A malácia da via aérea (traqueo/broncomalácia) é um diagnóstico relativamente comum na população pediátrica. A visualização direta da via aérea por fibrobroncoscopia é a melhor opção para confirmação diagnóstica nos casos com sintomatologia mais grave. Neste contexto, assinale a alternativa CORRETA quanto à técnica anestésica a ser utilizada:
Diagnóstico malácia via aérea por broncoscopia → Anestesia com ventilação espontânea preservada para avaliar colapso dinâmico.
Para o diagnóstico de malácia da via aérea (traqueo/broncomalácia) por fibrobroncoscopia, é essencial que a ventilação espontânea seja preservada. Isso permite observar o colapso dinâmico da via aérea durante a inspiração e expiração, que é a característica definidora da condição.
A malácia da via aérea, que inclui a traqueomalácia e a broncomalácia, é uma condição caracterizada pela flacidez excessiva das paredes da traqueia ou brônquios, levando ao seu colapso dinâmico durante a respiração. É um diagnóstico relativamente comum em pediatria, podendo causar sintomas respiratórios que variam de leves a graves, como estridor, tosse crônica, sibilância e episódios de apneia. A fibrobroncoscopia é o método diagnóstico de escolha para confirmar a malácia, pois permite a visualização direta da via aérea. No entanto, a técnica anestésica é crucial para um diagnóstico preciso. Para evidenciar o colapso dinâmico, é imperativo que o paciente mantenha a ventilação espontânea durante o procedimento. Um plano anestésico muito profundo, com ventilação controlada, pode mascarar o colapso e levar a um resultado falso-negativo. Portanto, a anestesia deve ser planejada para permitir uma sedação adequada que minimize o desconforto, mas preserve os movimentos ventilatórios espontâneos e, se possível, os reflexos de tosse. Isso permite ao broncoscopista observar o grau e a localização do colapso da via aérea durante a inspiração e, principalmente, a expiração, confirmando o diagnóstico e orientando o manejo.
A ventilação espontânea permite observar o colapso dinâmico da traqueia ou brônquios durante os ciclos respiratórios, especialmente na expiração forçada ou tosse, que é a característica fundamental da malácia.
Um plano anestésico profundo pode suprimir a ventilação espontânea e os reflexos de tosse, impedindo a visualização do colapso dinâmico da via aérea e resultando em um diagnóstico falso-negativo da malácia.
Os sintomas podem variar de estridor, tosse crônica, sibilância e infecções respiratórias de repetição a episódios de cianose e apneia, especialmente durante o choro, alimentação ou infecções.
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