UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Paciente de 28 anos, G2P1A0, IG: 12 semanas e 3 dias em acompanhamento pré-natal na UBS, comparece com resultado de exames do primeiro trimestre. Entre eles, a sorologia de toxoplasmose se apresenta da seguinte maneira: IgG: reativo lgM: reativo. Assinale a alternativa correta
Toxoplasmose IgG+ IgM+ na gestação → Teste de avidez IgG para datar infecção.
Quando IgG e IgM para toxoplasmose são reativos em gestantes, é crucial determinar se a infecção é recente (adquirida durante a gestação) ou antiga. O teste de avidez de IgG é a ferramenta diagnóstica que auxilia nessa diferenciação, sendo fundamental para guiar a conduta e o tratamento, evitando intervenções desnecessárias ou tardias.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária que, quando adquirida durante a gestação, pode levar à toxoplasmose congênita, uma condição grave com potenciais sequelas neurológicas e oculares para o feto. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o manejo adequado. A interpretação da sorologia para toxoplasmose na gestação é um desafio comum. A presença de IgG e IgM reativos indica infecção, mas não diferencia se ela é recente (adquirida durante a gestação) ou antiga (anterior à concepção). A infecção antiga não representa risco de transmissão congênita. Nesse cenário, o teste de avidez de IgG é a ferramenta diagnóstica chave. Uma baixa avidez de IgG sugere infecção recente (geralmente adquirida nos últimos 3 a 4 meses), enquanto uma alta avidez indica infecção antiga. A decisão de iniciar o tratamento com espiramicina, que visa reduzir a transmissão placentária, depende diretamente da datação da infecção. Residentes devem dominar essa sequência diagnóstica para garantir a melhor assistência materno-fetal.
O teste de avidez de IgG é crucial para determinar se a infecção por toxoplasmose é recente (baixa avidez, nos últimos 3-4 meses) ou antiga (alta avidez, anterior à gestação). Essa informação é vital para decidir a necessidade e o tipo de tratamento.
A suspeita de infecção recente surge quando há soroconversão (IgG negativo para positivo) ou quando IgG e IgM são ambos reativos. Nesses casos, o teste de avidez de IgG é fundamental para datar a infecção.
A conduta inicial é solicitar o teste de avidez de IgG. Se a avidez for baixa ou intermediária, sugere infecção recente, e a espiramicina deve ser iniciada para reduzir o risco de transmissão fetal. Se a avidez for alta, a infecção é antiga e não há risco de transmissão congênita.
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