AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
O método diagnóstico mais simples e preciso para toxoplasmose fetal é:
PCR-DNA no líquido amniótico = método mais simples e preciso para diagnóstico de toxoplasmose fetal.
A detecção de DNA de Toxoplasma gondii por PCR no líquido amniótico é o método de escolha para o diagnóstico pré-natal da toxoplasmose fetal, oferecendo alta sensibilidade e especificidade. Outros métodos como sorologia fetal são mais invasivos e menos precisos.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação pode levar à toxoplasmose congênita, uma condição grave com potencial para causar sequelas neurológicas e oculares significativas no feto. O diagnóstico precoce da infecção fetal é crucial para iniciar o tratamento adequado e tentar minimizar os danos. O método diagnóstico mais simples e preciso para a toxoplasmose fetal é a detecção do DNA do Toxoplasma gondii por PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) no líquido amniótico. A amniocentese, realizada a partir da 18ª semana de gestação, permite a coleta do líquido amniótico para essa análise. O PCR-DNA possui alta sensibilidade e especificidade, sendo o padrão-ouro para confirmar a infecção fetal. Outras opções diagnósticas, como a pesquisa de IgM e IgG no sangue fetal (obtido por cordocentese), são mais invasivas e apresentam menor sensibilidade e especificidade para o diagnóstico precoce da infecção fetal. A ultrassonografia pode identificar sinais de infecção (como hidrocefalia ou calcificações), mas são achados tardios e não diagnósticos por si só. A IgA no líquido amniótico não é um método padrão para esse diagnóstico.
A amniocentese é indicada após a 18ª semana de gestação, geralmente 4 semanas após a soroconversão materna, para minimizar o risco de resultados falso-negativos e avaliar a presença do parasita no líquido amniótico.
As manifestações podem incluir hidrocefalia, microcefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, hepatoesplenomegalia, icterícia e anemia, variando em gravidade.
O tratamento da gestante com infecção aguda inclui espiramicina para reduzir o risco de transmissão. Se a infecção fetal for confirmada, o tratamento passa para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
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