Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
Gestante de 14 semanas com sorologia para toxoplasmose IgM positivo e IgG negativo. O melhor método diagnóstico de infecção fetal é:
Toxoplasmose gestacional aguda (IgM+ IgG-) → PCR líquido amniótico para diagnóstico fetal.
Em gestantes com sorologia de toxoplasmose IgM positivo e IgG negativo, indicando infecção aguda recente, o método mais sensível e específico para diagnosticar a infecção fetal é a pesquisa de DNA do Toxoplasma gondii por PCR no líquido amniótico, obtido por amniocentese.
A toxoplasmose congênita é uma infecção fetal causada pelo parasita Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. A infecção materna aguda, especialmente no primeiro e segundo trimestres, aumenta o risco de transmissão e de sequelas graves para o feto, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para minimizar os danos. O diagnóstico da infecção fetal é complexo. Quando a gestante apresenta sorologia IgM positivo e IgG negativo, indica uma infecção materna aguda ou muito recente. Nesses casos, a amniocentese para coleta de líquido amniótico e posterior realização de PCR para Toxoplasma gondii é o método diagnóstico de escolha para confirmar a infecção fetal, geralmente realizada após a 14ª semana de gestação e 4 semanas após a infecção materna. O manejo da toxoplasmose na gestação envolve o tratamento materno com espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical e, se a infecção fetal for confirmada, a introdução de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O prognóstico fetal depende da idade gestacional no momento da infecção e da prontidão do tratamento. O acompanhamento ultrassonográfico é fundamental para monitorar sinais de infecção fetal.
A suspeita de toxoplasmose aguda na gestante ocorre quando há IgM positivo e IgG negativo, ou quando há soroconversão (IgG negativo para positivo) ou aumento significativo dos títulos de IgG em amostras pareadas.
O PCR do líquido amniótico é o método de escolha por sua alta sensibilidade e especificidade na detecção do DNA do Toxoplasma gondii no feto, permitindo um diagnóstico precoce da infecção fetal após a 14ª semana de gestação.
Os riscos da amniocentese incluem aborto espontâneo, ruptura prematura de membranas, sangramento, infecção e, em casos raros, lesão fetal. A taxa de complicação é baixa, mas deve ser discutida com a paciente.
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