UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
A toxoplasmose congênita é uma infecção de difícil diagnóstico e constitui um grande problema de saúde pública pela elevada morbimortalidade a ela associada. Sobre essa doença, assinale a alternativa correta.
Toxoplasmose congênita: diagnóstico = IgG seriada mãe/RN; IgM RN negativa NÃO exclui.
O diagnóstico de toxoplasmose congênita é complexo e não se baseia apenas na IgM do recém-nascido. A dosagem seriada de IgG na mãe e no bebê é crucial para avaliar a persistência e o padrão de anticorpos, indicando infecção ativa ou passiva, sendo a alternativa correta para o diagnóstico laboratorial.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida verticalmente da mãe para o feto. Representa um sério problema de saúde pública devido à sua elevada morbimortalidade, podendo causar sequelas neurológicas e oculares graves, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para minimizar os danos. O diagnóstico da toxoplasmose congênita é desafiador. A maioria dos recém-nascidos infectados (cerca de 70-90%) é assintomática ao nascimento, o que dificulta a suspeita clínica inicial. A sorologia é a principal ferramenta diagnóstica, com a dosagem simultânea e seriada de anticorpos IgG na mãe e no recém-nascido sendo crucial. A persistência de IgG no bebê após 12 meses de vida, ou títulos crescentes, sugere infecção congênita, enquanto a IgM pode ser negativa em muitos casos, não excluindo a doença. O manejo da toxoplasmose congênita envolve tratamento antiparasitário com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, geralmente por um ano, para prevenir ou minimizar as sequelas. O prognóstico varia conforme a época da infecção materna e a prontidão do tratamento. A prevenção primária, através de orientações higiênico-dietéticas para gestantes soronegativas, é a medida mais eficaz para evitar a transmissão vertical.
O diagnóstico laboratorial da toxoplasmose congênita baseia-se principalmente na detecção de anticorpos IgG e IgM específicos no recém-nascido, além da comparação seriada dos títulos de IgG entre a mãe e o bebê. A persistência de IgG no bebê após 12 meses ou títulos crescentes são indicativos de infecção.
A IgM pode ser negativa em recém-nascidos com toxoplasmose congênita, especialmente se a infecção materna ocorreu no início da gestação, devido à imaturidade do sistema imune fetal ou à baixa produção de IgM. Por isso, outros exames são necessários para a confirmação.
O risco de transmissão materno-fetal da toxoplasmose aumenta com o avançar da gestação, sendo maior no terceiro trimestre. No entanto, a gravidade do comprometimento fetal é inversamente proporcional, sendo mais severa quando a infecção ocorre no primeiro trimestre.
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