Toxoplasmose Congênita: Diagnóstico e Critérios Essenciais

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021

Enunciado

Uma gestante de 39 semanas está muito preocupada, pois, com 37 semanas, apresentou sorologia IgG+, IgM+ para toxoplasmose, com baixo índice de avidez. Diante disso, ela ficou surpresa, pois não tinha nenhum sintoma.Em relação a esse caso clínico e à toxoplasmose congênita, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A apresentação clínica mais comum são as calcificações cerebrais.
  2. B) O tratamento ao nascer depende das manifestações clínicas.
  3. C) A toxoplasmose congênita pode ser evitada principalmente pela lavagem correta das mãos.
  4. D) Comprova-se a toxoplasmose congênita caso ocorra a persistência de IgG+ para toxoplasmose após 1 ano de idade.
  5. E) O agente etiológico é da família Togaviridae.

Pérola Clínica

Toxoplasmose congênita = Persistência de IgG+ para Toxoplasma após 1 ano de idade na criança.

Resumo-Chave

O diagnóstico definitivo de toxoplasmose congênita na criança é estabelecido pela persistência de anticorpos IgG anti-Toxoplasma gondii após os 12 meses de idade, período em que os anticorpos maternos já deveriam ter desaparecido. A sorologia materna com IgM+ e IgG+ de baixa avidez em gestação avançada sugere infecção recente, mas o diagnóstico congênito é da criança.

Contexto Educacional

A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário *Toxoplasma gondii*, que pode ser transmitida verticalmente da mãe para o feto, resultando na toxoplasmose congênita. A prevalência e gravidade da infecção congênita variam de acordo com o trimestre da gestação em que a mãe adquire a infecção. O diagnóstico materno é feito por sorologia (IgG e IgM), e o índice de avidez de IgG é fundamental para determinar o tempo da infecção. IgM positivo e IgG positivo com baixa avidez em gestantes sugere infecção recente, com maior risco de transmissão fetal. No entanto, o diagnóstico de toxoplasmose congênita na criança não se baseia apenas na sorologia materna. A confirmação é feita pela persistência de anticorpos IgG anti-Toxoplasma gondii na criança após os 12 meses de idade, pois os anticorpos maternos transferidos passivamente já teriam desaparecido. As manifestações clínicas da toxoplasmose congênita são variadas, desde formas assintomáticas até a tríade clássica de Sabin (hidrocefalia, coriorretinite e calcificações intracranianas). O tratamento da criança ao nascer é padronizado, independentemente das manifestações clínicas, visando prevenir ou minimizar as sequelas. A prevenção na gestação é essencial e envolve evitar o consumo de carne crua, lavar bem alimentos e evitar contato com fezes de gatos.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações clínicas mais comuns da toxoplasmose congênita?

As manifestações variam de assintomáticas a graves. A tríade clássica de Sabin (hidrocefalia, coriorretinite e calcificações intracranianas) é grave, mas a coriorretinite é a manifestação mais comum, podendo surgir tardiamente. Outras incluem icterícia, hepatoesplenomegalia e microcefalia.

Como a avidez de IgG ajuda no diagnóstico da toxoplasmose na gestação?

A avidez de IgG é um marcador temporal da infecção. Baixa avidez de IgG sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), enquanto alta avidez indica infecção crônica (ocorrida há mais de 4 meses). Isso é crucial para determinar se a infecção materna ocorreu durante a gestação, aumentando o risco de transmissão fetal.

Quais são as principais medidas de prevenção da toxoplasmose na gestação?

As medidas incluem evitar o consumo de carne crua ou malpassada, lavar bem frutas e vegetais, usar luvas ao manusear terra ou caixas de areia de gatos, e evitar contato com fezes de gatos. A lavagem correta das mãos é uma medida geral de higiene importante.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo