SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Assinale a alternativa que indica o primeiro exame a positivar, indicando infecção aguda por Toxoplasma gondii
Na infecção aguda por Toxoplasma gondii, a detecção de carga parasitária por PCR é o primeiro exame a positivar.
O PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) detecta o DNA do parasita, indicando a presença ativa do Toxoplasma gondii no organismo. Ele se torna positivo antes da produção de anticorpos IgM, sendo crucial para o diagnóstico precoce da infecção aguda, especialmente em situações como a toxoplasmose congênita.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita intracelular obrigatório Toxoplasma gondii, de grande importância clínica, especialmente em gestantes e imunocomprometidos. O diagnóstico precoce da infecção aguda é fundamental para instituir tratamento e prevenir complicações graves, como a toxoplasmose congênita. A compreensão da cinética dos marcadores diagnósticos é essencial para a interpretação correta dos resultados. Na fase aguda da infecção, o parasita está ativamente se replicando. Métodos diretos de detecção do parasita, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para o DNA do T. gondii, são os primeiros a positivar, muitas vezes antes mesmo da resposta imune humoral. O PCR pode ser realizado em diversos fluidos corporais, como sangue, líquido amniótico, líquor ou biópsias, dependendo do sítio da infecção suspeita. Após a detecção parasitária, o sistema imune começa a produzir anticorpos. Os anticorpos da classe IgM geralmente surgem em 1-2 semanas após a infecção e podem persistir por vários meses. Posteriormente, os anticorpos da classe IgG aparecem e persistem por toda a vida. Portanto, embora a IgM seja um marcador de infecção recente, o PCR é o método mais precoce para confirmar a presença do parasita na fase aguda, sendo um conhecimento crítico para residentes.
A sequência geralmente começa com a detecção do DNA do parasita por PCR, que pode ser positivo em poucos dias. Em seguida, os anticorpos IgM surgem, indicando infecção recente. Por fim, os anticorpos IgG aparecem e permanecem por toda a vida, conferindo imunidade.
O PCR é especialmente útil no diagnóstico de toxoplasmose congênita (em líquido amniótico ou sangue fetal), em pacientes imunocomprometidos (onde a resposta de anticorpos pode ser atenuada) e para confirmar infecção aguda em casos duvidosos, devido à sua alta sensibilidade e especificidade para detectar o parasita diretamente.
Anticorpos IgM indicam infecção recente, mas podem persistir por meses. Anticorpos IgG indicam infecção passada ou crônica e conferem imunidade. A combinação de ambos, juntamente com o teste de avidez de IgG, ajuda a determinar o tempo da infecção, sendo crucial para o manejo em gestantes.
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