Anemia Microcítica com Ferro Elevado: Diagnóstico de Talassemia

INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2018

Enunciado

Uma paciente, de 18 anos, veio ao consultório após dois anos de acompanhamento com o ginecologista. Refere que estava tratando uma "anemia por falta de ferro", já com reposição de ferro oral todo esse tempo, sem nenhuma melhora do hemograma. Por recomendação de um clínico, realizou exames laboratoriais que revelaram uma taxa de ferro muito elevada no sangue, ao mostrar os exames no consultório. A paciente se mostrou assintomática todo esse tempo. HPP - Nega comorbidades; H. Fisiológica - G-0, P-0 e A-0. Cliclos regulares com catamênios de três dias, sem hipermenorreia; H. Familiar - Duas irmãs também com história de anemia; Ao exame - BEG, hipocorada +/4+, anictérica, acianótica e afebril. AR - MVUA s/ RA; ACV - RCR, BNF, SS ou BA; Abdome - Flácido, peristáltico, timpânico, baço palpável na posição de Schuster; Lab - Hb: 10,2 g/dL, Ht: 31,6%, VCM: 64 fL, HCM: 17 pg, RDW: 12%, leucócitos: 5.360/mm³ (diferencial normal), plaquetas: 265.000/mm³, ferro: 65 mcg/dL (normal de 9 - 26), ferritina: 453 ng/mL (normal de 12 - 150), índice de saturação de transferrina de 65% (normal de 20 - 50%) e reticulócitos: 3,3%. Qual é o exame inicial fundamental para o diagnóstico e conduta nessa paciente?

Alternativas

  1. A) Ressonancia hepática com protocolo para depósito de ferro hepático.
  2. B) Pesquisa genética para Hemocromatose Primária.
  3. C) Eletroforese de hemoglobina.
  4. D) Endoscopia digestiva alta e Colonoscopia.

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