CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
Henrique, 3 anos de idade, previamente hígido, foi levado à Emergência Pediátrica do CHN há 3 dias por apresentar edema palpebral que evoluiu para edema generalizado e 'urina espumosa com volume diminuído'. Ao exame físico, apresentava anasarca e pressão arterial normal para a idade. Exames laboratoriais mostraram: albumina sérica: 0,8g/dl; hemograma sem anormalidades; colesterol >200. EAS com +++ de proteína.Qual é a sua hipótese diagnóstica?
Criança com anasarca, urina espumosa, hipoalbuminemia e proteinúria maciça → Síndrome Nefrótica.
A Síndrome Nefrótica em crianças é caracterizada pela tríade de edema generalizado (anasarca), proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina >2), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL) e hipercolesterolemia. A 'urina espumosa' é um sintoma clássico da proteinúria. O caso clínico apresenta todos esses critérios, sendo a hipótese diagnóstica mais provável.
A Síndrome Nefrótica Pediátrica é uma das nefropatias mais comuns na infância, sendo um tema de grande relevância para residentes de pediatria. Caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas decorrentes de um aumento significativo da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, ela se manifesta classicamente pela tríade de edema generalizado, proteinúria maciça e hipoalbuminemia, frequentemente acompanhada de hiperlipidemia. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para evitar complicações e garantir um bom prognóstico. O diagnóstico da Síndrome Nefrótica é clínico e laboratorial. O edema, que pode começar nas pálpebras e evoluir para anasarca, é o sintoma mais evidente. A proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia) é o achado laboratorial chave, levando à hipoalbuminemia (<2,5 g/dL) e, consequentemente, à redução da pressão oncótica plasmática, que agrava o edema. A hiperlipidemia é uma resposta compensatória do fígado à hipoalbuminemia. É fundamental diferenciar a Síndrome Nefrótica da Síndrome Nefrítica, que apresenta hematúria, hipertensão e oligúria como características predominantes. O tratamento inicial da Síndrome Nefrótica, especialmente da doença de lesões mínimas (a causa mais comum em crianças), é a corticoterapia. Além disso, medidas de suporte como restrição hídrica e de sódio, diuréticos para o edema e, em alguns casos, inibidores da ECA para reduzir a proteinúria, são importantes. O prognóstico é geralmente bom para a doença de lesões mínimas, com a maioria das crianças respondendo aos corticosteroides, mas recaídas são comuns. O residente deve estar atento às complicações como infecções (peritonite bacteriana espontânea), trombose e insuficiência renal aguda.
Os critérios diagnósticos para a Síndrome Nefrótica em crianças incluem proteinúria maciça (excreção urinária de proteína >50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2 mg/mg), hipoalbuminemia sérica (<2,5 g/dL), edema generalizado (anasarca) e hiperlipidemia (colesterol >200 mg/dL).
A Síndrome Nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça, edema proeminente, hipoalbuminemia e hiperlipidemia, com pressão arterial geralmente normal. A Síndrome Nefrítica, por outro lado, apresenta hematúria (macroscópica ou microscópica), hipertensão arterial, oligúria, edema mais discreto e proteinúria que é geralmente leve a moderada, mas não maciça.
A causa mais comum de Síndrome Nefrótica em crianças é a doença de lesões mínimas (DLM), responsável por cerca de 80-90% dos casos. O tratamento inicial para a DLM é a corticoterapia com prednisona oral, que geralmente leva à remissão em algumas semanas. Outras causas incluem glomeruloesclerose segmentar e focal e glomerulonefrite membranoproliferativa.
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