UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Maurício, 2 anos de idade, é levado ao pediatra por apresentar quadro de edema, com início há cerca de 2 semanas, que vem aumentando progressivamente. No início do quadro, o paciente estava apresentando sintomas gripais que melhoraram com uso de amoxacilina por 7 dias. Ao exame físico, o médico observou edema em face, abdome e em membros inferiores. A mãe da criança relata estar preocupada porque Maurício tem uma prima, hoje com 4 anos de idade, com diagnóstico de síndrome nefrótica há cerca de um ano. Para confirmar esse diagnóstico, os exames que devem ser solicitados são dosagens de
Suspeita de Síndrome Nefrótica → Confirmar com albumina sérica e relação proteína/creatinina urinária.
O quadro de edema progressivo em criança, com histórico de infecção viral prévia e relato familiar de síndrome nefrótica, é altamente sugestivo. Para confirmar a síndrome nefrótica, é essencial demonstrar proteinúria maciça (melhor avaliada pela relação proteína/creatinina urinária ou proteinúria de 24h) e hipoalbuminemia.
A síndrome nefrótica é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Em crianças, é a glomerulopatia mais comum, e o diagnóstico preciso é fundamental para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações. O quadro clínico de edema progressivo é o principal sinal de alerta. Para confirmar o diagnóstico de síndrome nefrótica, os exames laboratoriais devem focar na quantificação da proteinúria e na avaliação da albumina sérica. A relação proteína/creatinina urinária em uma amostra isolada de urina é o método preferencial para estimar a proteinúria maciça, sendo mais prática que a coleta de urina de 24 horas, especialmente em crianças. A dosagem da albumina sérica é essencial para documentar a hipoalbuminemia. Outros exames, como colesterol total e frações, eletrólitos séricos, ureia e creatinina, são importantes para avaliar a extensão da doença e suas complicações, mas a confirmação diagnóstica primária depende da proteinúria e hipoalbuminemia. A identificação precoce permite o início da corticoterapia, que é a base do tratamento para a maioria dos casos de síndrome nefrótica em crianças.
Os critérios incluem proteinúria maciça (>50 mg/kg/dia ou relação proteína/creatinina urinária >2 mg/mg), hipoalbuminemia (<2,5 g/dL), edema e hiperlipidemia. A proteinúria é o achado mais importante.
A relação proteína/creatinina urinária em amostra isolada é um método mais prático e conveniente para estimar a proteinúria de 24 horas, especialmente em crianças, onde a coleta de urina de 24 horas pode ser difícil e imprecisa.
A dosagem de albumina sérica é fundamental para confirmar a hipoalbuminemia, um dos pilares diagnósticos da síndrome nefrótica. Níveis <2,5 g/dL são típicos e refletem a perda proteica urinária e a diluição plasmática.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo