HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Homem, de 28 anos de idade, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde após notar úlcera indolor na região genital, surgida há cerca de uma semana. O paciente relata que não houve dor ou desconforto associado à lesão, que está localizada na glande. Ele também menciona ter tido múltiplas parcerias sexuais nos últimos meses e não se recorda de ter utilizado preservativo nas relações. O exame físico revela uma úlcera única, de bordas bem definidas e fundo limpo, sem exsudato. O paciente não apresenta linfadenopatia inguinal evidente. Ele nega febre, perda de peso ou mal-estar. Qual é a conduta inicial adequada para abordagem da úlcera genital?
Úlcera genital indolor, única, bordas definidas, fundo limpo → suspeitar de sífilis primária; investigar Treponema pallidum e tratar com penicilina benzatina.
Uma úlcera genital indolor, única, com bordas bem definidas e fundo limpo, especialmente em paciente com múltiplos parceiros e sem uso de preservativo, é altamente sugestiva de sífilis primária (cancro duro). A conduta inicial adequada é a pesquisa de *Treponema pallidum* por microscopia e o tratamento com penicilina benzatina.
A úlcera genital é uma queixa comum na atenção primária e em serviços de emergência, e sua abordagem correta é crucial para o controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). A sífilis primária, causada pelo *Treponema pallidum*, é uma das principais etiologias de úlceras genitais, caracterizada classicamente por uma lesão única, indolor, de bordas bem definidas e fundo limpo, conhecida como cancro duro. A história de múltiplos parceiros e ausência de preservativo aumenta a suspeita. A fisiopatologia da sífilis envolve a penetração do *Treponema pallidum* através de microabrasões na pele ou mucosas, com um período de incubação de 10 a 90 dias antes do surgimento do cancro. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença para estágios secundário, latente e terciário, que podem causar danos graves a múltiplos órgãos. A conduta inicial para uma úlcera genital suspeita de sífilis inclui a realização de microscopia de campo escuro para identificar o *Treponema pallidum* diretamente na lesão. O tratamento de escolha é a penicilina G benzatina, que é altamente eficaz. É imperativo oferecer testagem para outras DSTs (HIV, hepatites B e C) e realizar o aconselhamento sobre sexo seguro e tratamento de parceiros para interromper a cadeia de transmissão.
A sífilis primária se manifesta como uma úlcera única (cancro duro), indolor, de bordas elevadas e endurecidas, fundo limpo e base infiltrada, geralmente na região genital. Pode haver linfadenopatia regional, mas nem sempre é evidente ou dolorosa.
O diagnóstico laboratorial da sífilis primária é feito pela pesquisa direta do *Treponema pallidum* na lesão através da microscopia de campo escuro. Testes sorológicos (não treponêmicos como VDRL/RPR e treponêmicos como FTA-Abs/TPHA) também são utilizados, mas podem ser negativos no início da infecção.
O tratamento de escolha para a sífilis primária é a penicilina G benzatina, administrada em dose única intramuscular. É fundamental tratar os parceiros sexuais e realizar acompanhamento sorológico para monitorar a resposta ao tratamento.
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