HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Mulher de 62 anos de idade, refere ter recomeçado vida sexual hà 5 anos, após ter ficado viúva. Fez exames para ISTs, e o teste treponêmico foi reagente, porém o não treponêmico foi não reagente. Nega sintomas. Nesse caso, recomenda-se realizar outro teste diferente do primeiro teste
Treponêmico reagente + Não treponêmico não reagente = Sífilis tratada/cicatriz sorológica ou sífilis muito inicial.
A combinação de um teste treponêmico reagente e um não treponêmico não reagente, na ausência de sintomas, geralmente indica sífilis tratada previamente (cicatriz sorológica) ou sífilis muito inicial. Nesses casos, um segundo teste treponêmico (como FTA-abs) pode confirmar a exposição ao Treponema pallidum, diferenciando de um possível falso positivo do primeiro teste treponêmico.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com manifestações clínicas variadas e potencial para complicações graves se não tratada. O diagnóstico sorológico é a base da detecção, utilizando testes treponêmicos e não treponêmicos, cada um com sua especificidade e utilidade. A interpretação correta desses testes é crucial para o manejo adequado dos pacientes. A fisiopatologia da sífilis envolve a invasão do Treponema pallidum através de mucosas ou pele lesada, com disseminação sistêmica. Os testes não treponêmicos detectam anticorpos inespecíficos que surgem em resposta à lesão tecidual, enquanto os treponêmicos detectam anticorpos específicos contra a bactéria. A combinação dos resultados permite diferenciar sífilis ativa de infecção passada e tratada (cicatriz sorológica). O tratamento da sífilis é feito com penicilina, com o esquema variando conforme a fase da doença. A cicatriz sorológica não requer retratamento, mas é importante o aconselhamento e a investigação de parceiros. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas a sífilis não tratada pode levar a complicações neurológicas, cardiovasculares e oculares. A educação sobre prevenção e diagnóstico precoce é fundamental.
Testes treponêmicos (FTA-abs, TP-PA, ELISA) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum e permanecem reagentes por toda a vida. Testes não treponêmicos (VDRL, RPR) detectam anticorpos contra cardiolipina, são quantitativos e refletem a atividade da doença, negativando após tratamento.
Essa combinação, na ausência de sintomas, é comumente interpretada como uma cicatriz sorológica de sífilis tratada ou uma infecção muito antiga. Pode também ocorrer na fase inicial da sífilis, antes da soroconversão do teste não treponêmico.
Um segundo teste treponêmico pode ser útil para confirmar a exposição ao Treponema pallidum, especialmente se houver dúvida sobre um possível falso positivo do primeiro teste treponêmico ou para diferenciar de outras condições.
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