UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Recém-nascido, com 15 horas de vida, cuja mãe realizou pré- natal sem intercorrência, apresenta um teste de VDRL do cordão umbilical positivo, com resultado 1:4. A mãe não apresenta reação no VDRL, em nenhum momento na gestação, e o exame do pós-parto está em andamento. Neste caso, responda a alternativa CORRETA:
VDRL cordão + com mãe VDRL - → Falso positivo comum; não usar VDRL cordão para diagnóstico de sífilis congênita.
O VDRL do sangue do cordão umbilical não deve ser utilizado para o diagnóstico de sífilis congênita devido à alta taxa de resultados falso-positivos, que podem ocorrer por contaminação ou transferência passiva de anticorpos maternos. A investigação deve ser feita com exames do próprio recém-nascido e da mãe.
A sífilis congênita é uma doença grave e prevenível, sendo o diagnóstico e tratamento adequados durante o pré-natal cruciais. No entanto, a interpretação dos exames sorológicos em recém-nascidos pode ser desafiadora, e a compreensão das limitações de cada teste é fundamental. O VDRL do sangue do cordão umbilical, embora frequentemente coletado, não é um método confiável para o diagnóstico de sífilis congênita. Ele pode apresentar resultados falso-positivos devido à presença de anticorpos maternos transferidos passivamente ou por contaminação da amostra. Portanto, um VDRL positivo no cordão, especialmente com VDRL materno negativo, não confirma a doença no recém-nascido. A conduta correta envolve a coleta de VDRL do sangue periférico do próprio recém-nascido e a análise da sorologia materna. A decisão de tratar ou apenas acompanhar o recém-nascido deve seguir um fluxograma baseado nos resultados sorológicos da mãe e do bebê, na adequação do tratamento materno e na presença de achados clínicos ou laboratoriais sugestivos de sífilis congênita. Residentes devem estar cientes dessas nuances para evitar tratamentos desnecessários ou, pior, o subdiagnóstico da doença.
O VDRL do cordão umbilical pode apresentar resultados falso-positivos devido à contaminação com sangue materno ou à transferência passiva de anticorpos maternos não relacionados à infecção ativa do feto. Por isso, não é um exame confiável para o diagnóstico definitivo de sífilis congênita.
Para investigar sífilis congênita, deve-se coletar VDRL do sangue periférico do recém-nascido. Além disso, é fundamental analisar a sorologia materna (VDRL e teste treponêmico) e, em alguns casos, realizar exames complementares como hemograma, radiografia de ossos longos e análise do líquor.
O efeito prozona ocorre quando há um excesso de anticorpos no soro do paciente, o que impede a formação da reação de floculação nos testes não treponêmicos (como o VDRL), resultando em um falso-negativo. Para evitar isso, as amostras devem ser diluídas, o que pode revelar a positividade em títulos mais altos.
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