UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Neonato no 3º dia de vida, idade gestacional de 37 semanas, assintomático, apresenta resultado de VDRL 1:2. Possui história materna de resultados de teste rápido para sífilis reagente e VDRL 1:32 no primeiro trimestre da gestação. Na ocasião, a mãe recebeu tratamento com penicilina benzatina 7,2 milhões UI (esquema de 2,4 milhões/semana). O exame do parceiro apresentava teste rápido positivo e VDRL negativo, tendo ele recebido o mesmo esquema de tratamento. Atualmente, o VDRL materno é de 1:2, e o teste treponêmico é positivo. A situação clínica e a conduta recomendadas para essa criança, respectivamente, são:
Neonato assintomático, mãe tratada adequadamente com queda de ≥ 4 títulos VDRL → Exposição, não sífilis congênita. Seguimento com VDRL.
Em neonatos assintomáticos, se a mãe foi tratada adequadamente para sífilis durante a gestação (com penicilina benzatina e queda de pelo menos 4 títulos do VDRL) e o parceiro também foi tratado, o neonato é considerado exposto e não infectado. A conduta é o seguimento clínico e sorológico com VDRL, sem necessidade de tratamento imediato.
A sífilis congênita é uma doença grave e prevenível, resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum da mãe para o feto. O diagnóstico e a conduta adequados no neonato são cruciais para evitar sequelas. A prevenção primária reside no rastreamento e tratamento eficaz da sífilis na gestante e seu parceiro. Para determinar a conduta no neonato, é fundamental avaliar a adequação do tratamento materno. No caso apresentado, a mãe foi tratada no primeiro trimestre com penicilina benzatina (7,2 milhões UI total), e seu VDRL caiu de 1:32 para 1:2, o que representa uma queda de 4 títulos (1:32 -> 1:16 -> 1:8 -> 1:4 -> 1:2). O parceiro também foi tratado. O neonato é assintomático e tem VDRL 1:2, que é igual ao materno. Esses dados indicam que o tratamento materno foi adequado e que o neonato foi exposto, mas não infectado. Diante de um neonato assintomático de mãe adequadamente tratada, a conduta recomendada é o seguimento clínico e sorológico. Isso envolve a realização de testes não treponêmicos (VDRL) a cada 1-3 meses até que se tornem não reagentes ou o título caia em pelo menos 4 vezes, geralmente até os 6 meses de vida. Não há indicação para realizar todos os exames para diagnóstico de sífilis congênita (como líquor, raio-X de ossos longos) ou para tratar o neonato com penicilina, pois não há evidência de infecção ativa.
Um neonato é considerado exposto, mas não infectado, se a mãe foi adequadamente tratada para sífilis durante a gestação (com penicilina benzatina, com queda de pelo menos 4 títulos do VDRL) e o neonato é assintomático, com VDRL não reagente ou com título igual ou menor que o materno.
A conduta para um neonato exposto, mas não infectado, é o seguimento clínico e sorológico. Isso inclui a realização de testes não treponêmicos (VDRL) a cada 1-3 meses até que se tornem não reagentes ou o título caia em pelo menos 4 vezes, geralmente até os 6 meses de vida.
O tratamento materno é considerado adequado se foi realizado com penicilina benzatina na dose e esquema corretos para o estágio da sífilis, com pelo menos 30 dias de intervalo entre a última dose e o parto, e se houve queda de pelo menos 4 títulos do VDRL após o tratamento.
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