CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Com relação ao diagnóstico de sífilis, é correto afirmar:
VDRL = atividade e controle de cura; Testes treponêmicos = cicatriz sorológica (permanecem positivos).
O VDRL é um teste não treponêmico cuja titulação reflete a atividade da infecção e a resposta ao tratamento, sendo essencial para o seguimento clínico.
O diagnóstico da sífilis baseia-se na correlação entre dados clínicos e testes laboratoriais. Os testes não treponêmicos (VDRL/RPR) são fundamentais para o rastreio e monitoramento, pois seus títulos flutuam conforme a carga bacteriana e resposta imune. Na prática clínica, o diagnóstico é frequentemente iniciado por um teste rápido (treponêmico). Se positivo, solicita-se o VDRL para confirmar atividade e estabelecer a linha de base para o tratamento. O entendimento da 'cicatriz sorológica' evita retratamentos desnecessários em pacientes já curados.
Espera-se uma queda de pelo menos duas titulações (ex: de 1:32 para 1:8) em 6 meses para sífilis recente e em 12 meses para sífilis tardia. A persistência de títulos baixos e estáveis após tratamento adequado é chamada de cicatriz sorológica.
Testes não treponêmicos (VDRL, RPR) detectam anticorpos anticardiolipina, são inespecíficos, mas quantitativos e úteis para seguimento. Testes treponêmicos (FTA-Abs, ELISA, Teste Rápido) detectam anticorpos contra o Treponema pallidum, são específicos e qualitativos, geralmente permanecendo positivos após a cura.
Sim, o VDRL no liquor é o teste padrão-ouro para o diagnóstico de neurossífilis devido à sua alta especificidade, embora tenha sensibilidade moderada. Sua positividade em amostra sem contaminação por sangue confirma o diagnóstico.
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