UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
A sífilis LUES ou cancro duro, como também pode ser chamada, é considerada uma das mais antigas doenças sexualmente transmissíveis conhecida pela medicina. Seu agente etiológico é o Treponema pallidum, e se divide em fases variando desde sintomas iniciais precoces até fase assintomática, todas transmissíveis. Mesmo com todo o conhecimento sobre a patologia, a sífilis e a sífilis-congênita vêm, a cada ano, atingindo índices maiores de contaminação e transmissão. A melhor forma de prevenção é a proteção sexual e diagnóstico laboratorial precoce. Sobre os exames laboratoriais para diagnóstico da patologia, é correto afirmar:
VDRL com titulação baixa → sempre complementar com teste treponêmico para confirmar sífilis.
O VDRL é um teste não treponêmico que pode apresentar falsos positivos (especialmente com titulações baixas) e não diferencia infecção ativa de cicatriz sorológica. Por isso, um VDRL reagente, independentemente da titulação, sempre exige a confirmação com um teste treponêmico (FTA-Abs, TPHA) para um diagnóstico preciso da sífilis.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com manifestações clínicas variadas e que pode evoluir para formas graves se não tratada. Apesar de ser uma doença antiga e com tratamento eficaz, sua incidência tem aumentado globalmente, tornando o diagnóstico precoce e preciso fundamental para o controle da transmissão e prevenção de complicações, como a sífilis congênita. O diagnóstico laboratorial da sífilis baseia-se em dois tipos de testes: os não treponêmicos (VDRL, RPR) e os treponêmicos (FTA-Abs, TPHA, testes rápidos). Os testes não treponêmicos são quantitativos, refletem a atividade da doença e são usados para monitorar a resposta ao tratamento. No entanto, podem apresentar falsos positivos. Os testes treponêmicos são mais específicos, geralmente permanecem reagentes por toda a vida e são utilizados para confirmar o diagnóstico de sífilis. A interpretação correta dos resultados, que frequentemente envolve a combinação de ambos os tipos de testes, é crucial para diferenciar infecção ativa de cicatriz sorológica e evitar diagnósticos errôneos ou tratamentos desnecessários.
Testes não treponêmicos (como VDRL e RPR) detectam anticorpos contra lipídios liberados por células danificadas e pelo Treponema pallidum, sendo úteis para monitorar atividade da doença. Testes treponêmicos (como FTA-Abs e TPHA) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, permanecendo reagentes por toda a vida na maioria dos casos.
Todo VDRL positivo, independentemente da titulação, necessita de confirmação com um teste treponêmico. Isso porque o VDRL pode apresentar resultados falso-positivos em diversas condições, como doenças autoimunes, gravidez, infecções virais, entre outras.
Geralmente, os testes treponêmicos permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após o tratamento eficaz da sífilis, indicando uma cicatriz sorológica. Raramente, em casos de tratamento muito precoce, podem negativar.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo