CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Você faz parte do time de resposta rápida de um hospital e foi acionado para atender uma paciente que estava em tratamento por uma erisipela há 5 dias e começou a queixar de dispneia. Sinais vitais no momento do atendimento: Glasgow 15, PA:160x90mmHg, FC:105bpm, Sat:92% em AA, FR: 28irpm Tax: 38.2ºC. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. A conduta mais adequada para esse paciente é:
Suspeita de sepse com SIRS e infecção → coletar exames complementares para confirmar e guiar conduta.
O paciente apresenta critérios de SIRS (taquicardia, taquipneia, febre) e uma fonte de infecção (erisipela), configurando sepse. No entanto, sem sinais claros de disfunção orgânica grave ou hipotensão, a conduta inicial mais adequada é solicitar exames complementares para avaliar a gravidade e guiar o tratamento antes de escalar para sepse grave ou choque.
A sepse é uma emergência médica com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. Para o residente, é crucial entender a evolução da doença, desde a infecção até o choque séptico. O paciente do enunciado apresenta uma infecção (erisipela) e critérios de Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), como taquicardia, taquipneia e febre, o que configura um quadro de sepse. No entanto, a ausência de hipotensão ou outros sinais evidentes de disfunção orgânica grave no momento inicial (como alteração do nível de consciência ou oligúria) significa que a conduta mais adequada é aprofundar a investigação diagnóstica. Antes de iniciar tratamentos agressivos para sepse grave ou choque, é imperativo coletar exames complementares. Estes incluem lactato sérico (para avaliar hipoperfusão tecidual), hemograma, função renal, gasometria e culturas, que fornecerão informações cruciais para estratificar a gravidade e guiar a escolha do antibiótico e a reposição volêmica. O manejo da sepse segue um protocolo de 'pacote de horas', onde a coleta de culturas e o início da antibioticoterapia de amplo espectro devem ocorrer rapidamente. Contudo, a decisão de intensificar o tratamento para sepse grave ou choque séptico deve ser baseada em evidências de disfunção orgânica, que muitas vezes são confirmadas ou quantificadas pelos exames laboratoriais. A abordagem prudente e baseada em dados é fundamental para otimizar o cuidado ao paciente séptico.
Sepse é definida como disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. Tradicionalmente, utilizam-se os critérios de SIRS (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica) associados a uma fonte de infecção. Atualmente, o escore qSOFA (quick SOFA) é usado para triagem rápida.
Sepse grave é quando há sepse associada a disfunção orgânica (ex: hipotensão, lactato elevado, oligúria, alteração do nível de consciência). Choque séptico é um subconjunto da sepse em que as anormalidades circulatórias, celulares e metabólicas subjacentes são profundas o suficiente para aumentar substancialmente a mortalidade, caracterizado por hipotensão persistente apesar da reposição volêmica e necessidade de vasopressores.
Exames essenciais incluem hemograma completo, lactato sérico, gasometria arterial, função renal e hepática, eletrólitos, coagulograma, proteína C reativa (PCR), procalcitonina e culturas (hemoculturas, uroculturas, culturas de ferida, etc.) para identificar o agente etiológico.
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