HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Uma paciente de 28 anos de idade compareceu à emergência com queixa de dor abdominal em região hipogástrica, de forte intensidade, urgência miccional e disúria importante. O quadro teve início há aproximadamente 24 horas e, há 12 horas, a paciente apresentou febre, aferida em 38,8 ºC. Referiu urina escura e em pequeno volume nas últimas 12 horas. Os ciclos menstruais estavam normais. Ao exame clínico, a paciente apresentava-se sonolenta, orientada, corada, desidratada (+), febril (38,5 ºC), com enchimento capilar periférico em cinco segundos, abdome sem alterações relevantes, punho percussão positiva à direita, PA = 90 mmHg x 60 mmHg, FC = 118 bpm, FR = 26 irpm e SatO2 = 94%.Acerca da conduta para essa paciente, assinale a alternativa correta.
Suspeita de sepse/choque séptico → iniciar protocolo imediatamente: culturas, ATB de amplo espectro, cristaloides.
A paciente apresenta sinais claros de sepse (infecção urinária + disfunção orgânica/hipotensão). Em casos de sepse ou choque séptico, o tempo é crítico. O protocolo de sepse deve ser ativado imediatamente, com coleta de culturas, início de antibioticoterapia de amplo espectro e hidratação vigorosa com cristaloides, sem aguardar resultados de exames confirmatórios para iniciar o tratamento.
A paciente apresenta um quadro clínico compatível com pielonefrite aguda complicada evoluindo para sepse e choque séptico. Os sinais de infecção (febre, disúria, punho percussão positiva) associados a disfunção orgânica (sonolência, hipotensão, taquicardia, taquipneia, enchimento capilar prolongado) configuram uma emergência médica que exige intervenção imediata. A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. O manejo da sepse e do choque séptico é tempo-dependente, e o protocolo de sepse (sepsis bundle) deve ser ativado sem demora. As ações prioritárias, a serem realizadas dentro da primeira hora, incluem a coleta de culturas (sangue, urina, etc.) para identificar o agente etiológico, o início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro para cobrir os patógenos mais prováveis, e a hidratação vigorosa com cristaloides (30 mL/kg em 3 horas) para reverter a hipoperfusão. A espera por resultados de exames confirmatórios, como o lactato ou outros marcadores de sepse, antes de iniciar o tratamento, é um erro grave que aumenta a mortalidade. É crucial entender que a prioridade é a estabilização do paciente e o controle da infecção. A escolha de cristaloides sobre coloides é a recomendação atual para a ressuscitação volêmica na sepse. A antibioticoterapia deve ser iniciada após a coleta das culturas, mas antes de seus resultados definitivos, que guiarão o ajuste posterior do tratamento. Este cenário exige uma abordagem rápida e coordenada para otimizar o prognóstico do paciente.
Além dos sintomas de infecção urinária (disúria, urgência, dor hipogástrica), a sepse é indicada por sinais de disfunção orgânica ou resposta inflamatória sistêmica, como febre, hipotensão, taquicardia, taquipneia, alteração do estado mental e enchimento capilar prolongado.
O protocolo de sepse (sepsis bundle) deve ser iniciado imediatamente: 1) Coleta de culturas (sangue, urina, etc.); 2) Início de antibioticoterapia empírica de amplo espectro; 3) Hidratação vigorosa com cristaloides (30 mL/kg em 3 horas); 4) Administração de vasopressores se a hipotensão persistir após fluidos.
Em casos de sepse e choque séptico, cada hora de atraso no início da antibioticoterapia aumenta significativamente a mortalidade. A terapia empírica de amplo espectro deve ser iniciada após a coleta das culturas, mas sem esperar seus resultados, que podem levar dias.
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