FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
Sarcoidose é uma doença granulomatosa sistêmica de etiologia desconhecida que acomete virtualmente todos os sistemas orgânicos, sendo o acometimento pulmonar o mais comum. Caracteriza-se histopatologicamente pela presença de granulomas não caseosos nos órgãos envolvidos. Quanto ao diagnóstico de sarcoidoses, é CORRETO afirmar:
Diagnóstico de sarcoidose = achados clínicos/radiológicos sugestivos + granulomas não caseosos estéreis na biópsia + exclusão de outras causas.
O diagnóstico de sarcoidose é complexo e requer uma abordagem multifacetada, combinando a apresentação clínica e radiológica compatível com a evidência histopatológica de granulomas não caseosos. É fundamental excluir outras causas de granulomas, especialmente infecciosas, antes de firmar o diagnóstico de sarcoidose, que é essencialmente um diagnóstico de exclusão.
A sarcoidose é uma doença inflamatória granulomatosa sistêmica de causa desconhecida, caracterizada pela formação de granulomas não caseosos em múltiplos órgãos, sendo o pulmão o mais frequentemente acometido. A prevalência e a apresentação clínica variam amplamente, mas a doença pode afetar a pele, olhos, fígado, baço, coração e sistema nervoso. O reconhecimento da sarcoidose é importante devido à sua potencial morbidade e à necessidade de tratamento imunossupressor. O diagnóstico da sarcoidose é um processo de exclusão e requer a combinação de três pilares: uma apresentação clínico-radiológica compatível, a demonstração histopatológica de granulomas não caseosos em um ou mais órgãos e a exclusão de outras causas conhecidas de doença granulomatosa. A biópsia é essencial para confirmar a presença dos granulomas, mas a interpretação deve ser feita no contexto clínico completo. O tratamento da sarcoidose é individualizado e depende da gravidade dos sintomas e do órgão acometido. Corticosteroides são a terapia de primeira linha para a maioria das manifestações sintomáticas ou progressivas. Em casos refratários ou com efeitos adversos aos esteroides, imunossupressores como metotrexato ou azatioprina, e agentes biológicos (anti-TNF), podem ser utilizados. O prognóstico é variável, com muitos pacientes apresentando remissão espontânea, enquanto outros desenvolvem doença crônica e fibrose orgânica.
Os achados mais comuns são linfadenopatia hilar bilateral simétrica e infiltrados pulmonares, que podem variar de opacidades reticulares a nodulares, e fibrose em estágios avançados.
A biópsia é crucial para demonstrar a presença de granulomas não caseosos, que são a marca histopatológica da doença. Locais comuns para biópsia incluem linfonodos, pulmão, pele e glândulas salivares.
É fundamental excluir infecções (tuberculose, micoses), doenças ocupacionais (beriliose), reações a drogas, linfomas e outras doenças granulomatosas.
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