PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Para o diagnóstico de refluxo gastroesofágico em portadores de hérnia hiatal com suspeita de esofagite, o exame mais adequado é:
Suspeita de RGE com esofagite em hérnia hiatal → pHmetria é o exame mais adequado para confirmar o refluxo patológico.
Embora a endoscopia seja excelente para visualizar a esofagite e a hérnia hiatal, a pHmetria esofágica de 24 horas é o padrão-ouro para o diagnóstico funcional do refluxo gastroesofágico patológico, quantificando a exposição ácida do esôfago e correlacionando-a com os sintomas.
O diagnóstico do refluxo gastroesofágico (RGE) é um desafio comum na prática clínica, especialmente em pacientes com hérnia hiatal e suspeita de esofagite. Embora a endoscopia digestiva alta seja fundamental para visualizar diretamente a mucosa esofágica e identificar a presença e o grau de esofagite, bem como a hérnia hiatal, ela não é o exame mais adequado para confirmar o refluxo patológico em si. A fisiopatologia do RGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, permitindo o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. A esofagite é uma complicação da exposição prolongada do esôfago ao ácido. Para o diagnóstico funcional e quantificação do refluxo, a pHmetria esofágica de 24 horas é considerada o padrão-ouro, pois permite monitorar a exposição ácida do esôfago e correlacionar os episódios de refluxo com os sintomas do paciente, confirmando a natureza patológica do refluxo. Assim, enquanto a endoscopia é essencial para avaliar as consequências do refluxo (esofagite, hérnia), a pHmetria é o exame que estabelece o diagnóstico definitivo do refluxo patológico. A manometria esofágica, por sua vez, avalia a motilidade esofágica e a função dos esfíncteres, sendo útil para descartar outros distúrbios ou como preparo pré-operatório, mas não para o diagnóstico direto do RGE.
A pHmetria esofágica de 24 horas é o exame mais adequado para quantificar a exposição ácida do esôfago e correlacionar os episódios de refluxo com os sintomas do paciente, sendo o padrão-ouro para o diagnóstico funcional do RGE patológico.
A endoscopia é indicada para avaliar a presença e o grau de esofagite, identificar complicações como esôfago de Barrett, estenoses ou úlceras, e diagnosticar hérnia hiatal. No entanto, um exame normal não exclui o RGE.
A esofagografia (raio-X contrastado) tem baixa sensibilidade para RGE e é mais útil para avaliar anatomia. A manometria esofágica avalia a motilidade do esôfago e a função dos esfíncteres, sendo útil para descartar outros distúrbios ou antes de cirurgia, mas não diagnostica o refluxo em si.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo