ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
Sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), analisar os itens abaixo: I. O histórico e o exame físico são de valor limitado para fazer o diagnóstico da infecção por HIV precoce; por isso, a testagem laboratorial é a chave para fazer o diagnóstico. Dessa forma, existe a recomendação de testagem para o HIV em todos os adolescentes e adultos entre 15 e 65 anos. II. O principal modo de transmissão do HIV, em todo o mundo, é o contato sexual, sendo que a coinfecção por doenças sexualmente transmissíveis clássicas (como o herpes simples) não alteram a infecciosidade e a suscetibilidade de um indivíduo na transmissão do HIV. III. Em relação ao início da terapia antirretroviral (TAR) no indivíduo com HIV, existe alguma controvérsia. Enquanto a Organização Mundial da Saúde não recomenda a TAR de rotina em pacientes com contagem de células CD4 maiores do que 500/µL, as diretrizes atuais do U.S. Departament of Health and Human Services e da Internacional Antiviral Society - USA recomendam iniciar a TAR em todos os pacientes infectados pelo HIV, independente da contagem de células CD4. IV. A tuberculose é a infecção é a infecção oportunista mais comum vista com o HIV em todo o mundo. Além disso, geralmente, é a primeira manifestação do HIV e é a principal causa da morte.Estão CORRETOS:
HIV: Testagem universal (15-65a) é chave; TAR é para todos (US/IAS); TB é a oportunista mais comum e letal. DSTs ↑ risco de transmissão.
O diagnóstico precoce do HIV depende da testagem laboratorial, com recomendação de testagem universal para adultos. As diretrizes atuais (US/IAS) defendem o início da TAR para todos os pacientes, independentemente da contagem de CD4. A tuberculose é a infecção oportunista mais comum e a principal causa de morte em pessoas com HIV. Coinfecções por DSTs aumentam a infecciosidade e suscetibilidade ao HIV.
A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) continua sendo um desafio global de saúde pública. O diagnóstico precoce é fundamental para o manejo eficaz e a prevenção da transmissão. Dada a natureza muitas vezes assintomática ou inespecífica da fase aguda da infecção, a testagem laboratorial é a pedra angular do diagnóstico. Recomenda-se a testagem universal para adolescentes e adultos entre 15 e 65 anos, como parte da rotina de cuidados de saúde, para identificar indivíduos infectados e conectá-los ao tratamento. O principal modo de transmissão do HIV em todo o mundo é o contato sexual. É crucial entender que a coinfecção por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como herpes simples, sífilis ou gonorreia, aumenta significativamente a infecciosidade de um indivíduo infectado pelo HIV e a suscetibilidade de um indivíduo não infectado à aquisição do vírus, devido à inflamação e às lesões que facilitam a entrada do vírus. Em relação à terapia antirretroviral (TAR), houve uma evolução nas recomendações. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) historicamente tinha critérios baseados na contagem de CD4, as diretrizes mais recentes de órgãos como o U.S. Department of Health and Human Services (DHHS) e a International Antiviral Society - USA (IAS-USA) recomendam o início da TAR para todos os pacientes com HIV, independentemente da contagem de células CD4. Essa abordagem 'tratamento para todos' visa não apenas a saúde individual, mas também a prevenção da transmissão. A tuberculose é a infecção oportunista mais comum e a principal causa de morte entre pessoas com HIV, sendo frequentemente a primeira manifestação da imunodeficiência.
O histórico e o exame físico são de valor limitado para o diagnóstico precoce do HIV, pois a infecção aguda pode ser assintomática ou apresentar sintomas inespecíficos. A testagem laboratorial permite a detecção precoce, crucial para o início rápido da terapia e prevenção da transmissão.
As diretrizes atuais do U.S. Department of Health and Human Services e da International Antiviral Society - USA recomendam iniciar a TAR em todos os pacientes infectados pelo HIV, independentemente da contagem de células CD4, visando benefícios individuais e de saúde pública.
A tuberculose é a infecção oportunista mais comum e a principal causa de morte em pessoas vivendo com HIV em todo o mundo. A imunossupressão causada pelo HIV aumenta o risco de desenvolver tuberculose ativa e de formas mais graves da doença.
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