HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
Com relação ao diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) em lactentes, é CORRETO afirmar:
Atraso DNPM (comunicação, socialização, comportamento) em lactente → suspeitar de TEA.
A suspeita de TEA em lactentes deve surgir diante de atrasos nos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, especialmente nas áreas de comunicação social, interação e padrões de comportamento, permitindo uma intervenção precoce e mais eficaz.
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência do TEA tem aumentado globalmente, tornando o reconhecimento precoce dos sinais de alerta uma prioridade na pediatria. O diagnóstico em lactentes é desafiador, mas crucial para o prognóstico. A suspeita de TEA em lactentes deve ser levantada diante de atrasos nos marcos do Desenvolvimento Neuropsicomotor (DNPM), especialmente aqueles relacionados à comunicação (ausência de balbucio, não responder ao nome), à socialização (falta de contato visual, ausência de sorriso social, não compartilhar atenção) e ao comportamento (movimentos repetitivos, rigidez a mudanças). A avaliação da caderneta da criança, juntamente com ferramentas de triagem específicas, como o M-CHAT, pode auxiliar na identificação de riscos. O diagnóstico de TEA é eminentemente clínico, baseado na observação cuidadosa do comportamento da criança e na história de desenvolvimento, conforme os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). Não existem biomarcadores ou exames laboratoriais que confirmem o diagnóstico. A identificação precoce permite o encaminhamento para intervenções terapêuticas multidisciplinares (fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicoterapia) que, quando iniciadas nos primeiros anos de vida, podem otimizar o desenvolvimento e a funcionalidade da criança, melhorando significativamente seu prognóstico a longo prazo.
Os sinais de alerta incluem atraso ou ausência de balbucio, falta de contato visual, ausência de sorriso social, não responder ao nome, dificuldade em compartilhar atenção, padrões de comportamento repetitivos e falta de interesse em interação social com pares.
O diagnóstico precoce permite o início de intervenções terapêuticas intensivas e individualizadas em uma fase crítica do desenvolvimento cerebral, o que pode melhorar significativamente o prognóstico, a aquisição de habilidades e a qualidade de vida da criança.
Atualmente, o diagnóstico de TEA é clínico, baseado na observação do comportamento e no histórico de desenvolvimento, conforme critérios do DSM-5. Não há testes complementares ou biomarcadores definitivos para fechar o diagnóstico, embora pesquisas nessa área estejam em andamento.
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