UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Quanto à Hanseníase:
Hanseníase → Diagnóstico precoce + politerapia + prevenção de incapacidades = Cura e ↓ sequelas.
A hanseníase é curável, mas o diagnóstico e tratamento tardios levam a sequelas neurológicas irreversíveis. A politerapia é eficaz, e a prevenção de incapacidades através de autocuidado e reabilitação é fundamental para a qualidade de vida do paciente.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar de ser curável, ainda representa um desafio de saúde pública em muitas regiões, incluindo o Brasil, devido à sua capacidade de causar incapacidades permanentes se não for diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão ocorre por contato prolongado com pacientes bacilíferos não tratados. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado na identificação de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e, em alguns casos, baciloscopia positiva. A classificação da doença em paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB) orienta o esquema terapêutico. A suspeita deve ser alta em pacientes com lesões cutâneas hipocrômicas ou avermelhadas, com perda de sensibilidade, especialmente em áreas de extremidades. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia (MDT - Multidrug Therapy), que consiste na combinação de antibióticos (rifampicina, dapsona e clofazimina) por períodos que variam de 6 a 12 meses, dependendo da forma clínica. A cura é alcançada, mas a prevenção de incapacidades é um pilar fundamental do manejo, envolvendo autocuidado, exercícios de reabilitação e acompanhamento neurológico para evitar a progressão das sequelas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Os principais sinais incluem manchas na pele com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa e tátil), espessamento de nervos periféricos, e diminuição da força muscular, especialmente em mãos e pés.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento antes que ocorram danos neurológicos irreversíveis, prevenindo a formação de incapacidades físicas e a transmissão da doença na comunidade.
A politerapia utiliza uma combinação de medicamentos (rifampicina, dapsona, clofazimina) para eliminar o Mycobacterium leprae, reduzir a resistência medicamentosa e interromper a cadeia de transmissão, levando à cura da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo