Câncer de Mama: Métodos de Imagem no Diagnóstico Precoce

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao diagnóstico precoce do câncer de mama, assinale a opção INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A mamografia tem papel fundamental como auxiliar no diagnóstico precoce do câncer de mama, e é de grande utilidade como guia para marcação pré-cirúrgica de lesões, ou dirigir punções mediante estereotaxia.
  2. B)  A mamografia antes dos 40 anos tem menor sensibilidade e especificidade e ocasiona maior número de procedimentos desnecessários.
  3. C)  O exame de ultrassonografia de mamas e de axilas é especialmente adequado para a detecção de microcalcificações suspeitas em mamas com substituição gordurosa.
  4. D)  A Classificação de BI-RADS 3 se associa a muito baixo risco da presença de neoplasia maligna, contudo é interessante reavaliar a paciente no intervalo de 6 meses.

Pérola Clínica

USG mama NÃO é adequada para microcalcificações; mamografia é padrão ouro.

Resumo-Chave

A ultrassonografia de mamas é excelente para nódulos e cistos, mas tem baixa sensibilidade para microcalcificações, que são melhor detectadas pela mamografia. A mamografia é o método mais eficaz para identificar microcalcificações suspeitas.

Contexto Educacional

O diagnóstico precoce do câncer de mama é crucial para o sucesso do tratamento e a melhora do prognóstico. Para isso, diversos métodos de imagem são empregados, cada um com suas indicações e limitações específicas. A mamografia é considerada o padrão ouro, tanto para rastreamento quanto para avaliação diagnóstica de lesões suspeitas. A mamografia é particularmente eficaz na detecção de microcalcificações, que podem ser o único sinal de um carcinoma ductal in situ (CDIS) ou de um câncer invasivo em estágio inicial. Sua sensibilidade e especificidade são maiores em mamas com menor densidade. A ultrassonografia de mamas, por outro lado, é excelente para diferenciar lesões císticas de sólidas e para avaliar nódulos em mamas densas, mas sua capacidade de detectar microcalcificações é limitada. A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza os laudos de exames de imagem da mama, auxiliando na conduta. Uma lesão BI-RADS 3 é considerada provavelmente benigna, com um risco de malignidade inferior a 2%, e requer acompanhamento em curto prazo (geralmente 6 meses) para confirmar sua estabilidade. É fundamental que o residente compreenda as indicações de cada método e a interpretação do BI-RADS para um manejo adequado das pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da mamografia no diagnóstico precoce do câncer de mama?

A mamografia é o principal método de imagem para o diagnóstico precoce, capaz de detectar lesões não palpáveis, incluindo microcalcificações suspeitas e distorções arquiteturais, sendo fundamental para rastreamento e avaliação diagnóstica.

Por que a ultrassonografia de mamas não é o método ideal para detectar microcalcificações?

A ultrassonografia de mamas tem baixa sensibilidade para a detecção de microcalcificações, que são pequenas deposições de cálcio, sendo a mamografia o exame de escolha para sua identificação e caracterização.

O que significa uma classificação BI-RADS 3 e qual a conduta recomendada?

BI-RADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna, com risco de malignidade muito baixo (<2%). A conduta recomendada é o acompanhamento em curto prazo (geralmente 6 meses) com mamografia para reavaliação.

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