UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Paciente masculino de 60 anos, morador de área livre, busca o acolhimento da Unidade Básica de Saúde (UBS) por queixa de dor abdominal, olhos amarelados e emagrecimento. Relata quadro de dor abdominal, antes intermitente, e que agora está mais rotineira, além do surgimento de icterícia. Emagreceu cerca de 10 kg nos últimos 6 meses e apresenta acolia fecal e colúria. De antecedentes pessoais, relata que tinha hepatite B desde o nascimento.Aventada a hipótese de Carcinoma Hepatocelular (CHC), assinale a afirmativa correta.
Diagnóstico de CHC → exames de imagem (TC/RM com contraste) exploram hipervascularidade e padrão de realce/lavagem; AFP não é patognomônico.
O diagnóstico de Carcinoma Hepatocelular (CHC) em pacientes de risco, como portadores de Hepatite B crônica, é frequentemente estabelecido por métodos de imagem dinâmicos (TC ou RM com contraste). Esses exames se baseiam na característica hipervascularização do tumor, com realce arterial e lavagem na fase portal/tardia, que são padrões diagnósticos em fígados cirróticos. A alfafetoproteína (AFP) é um marcador útil, mas não patognomônico e não possui sensibilidade e especificidade suficientes para diagnóstico isolado.
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é o tipo mais comum de câncer primário de fígado e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. A infecção crônica pelo vírus da hepatite B (como no caso do paciente) e C, bem como a cirrose hepática de qualquer etiologia, são os principais fatores de risco. A apresentação clínica, como dor abdominal, icterícia, emagrecimento, acolia fecal e colúria, sugere doença avançada, possivelmente com compressão biliar. O diagnóstico do CHC é frequentemente estabelecido por critérios radiológicos em pacientes com cirrose, sem a necessidade de biópsia. Exames de imagem dinâmicos, como a Tomografia Computadorizada (TC) ou a Ressonância Magnética (RM) com contraste, são cruciais. Eles exploram a hipervascularidade característica do CHC, mostrando um padrão de realce arterial precoce seguido de "lavagem" (washout) na fase portal ou tardia. Este padrão é altamente específico para CHC em fígados cirróticos. A alfafetoproteína (AFP) é um marcador tumoral que pode estar elevado no CHC, mas sua sensibilidade e especificidade não são suficientes para o diagnóstico isolado, pois pode estar normal em até 40% dos casos e elevada em outras condições. O estadiamento da cirrose é fundamental, pois a maioria dos CHCs se desenvolve em fígados cirróticos, mas sua ausência não descarta o diagnóstico, embora seja menos comum. O manejo do CHC depende do estágio da doença e da função hepática do paciente.
Os principais fatores de risco incluem infecção crônica por vírus da hepatite B ou C, cirrose hepática de qualquer etiologia (álcool, esteato-hepatite não alcoólica), hemocromatose e deficiência de alfa-1 antitripsina.
TC e RM com contraste utilizam a característica hipervascularização do CHC. O tumor capta contraste na fase arterial e o "lava" rapidamente na fase portal ou tardia, um padrão que é altamente sugestivo de CHC, especialmente em fígados cirróticos.
A AFP é um marcador tumoral que pode estar elevado no CHC, sendo útil para rastreamento e monitoramento. No entanto, não é patognomônica, pois pode estar normal em alguns CHCs e elevada em outras condições, não sendo suficiente para o diagnóstico isolado.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo