Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Pré-escolar, sexo masculino, com 3 anos de idade é levado ao atendimento pediátrico com histórico de febre e tosse intensa há três dias. Os pais relatam que ele está comendo e bebendo normalmente, mas parece mais prostrado e abatido do que o usual. No exame físico, a criança está alerta e ativa, com frequência respiratória de 42 irpm, frequência respiratória de 100 bpm, temperatura de 37,1 graus (medicada há 2 horas). O murmúrio vesicular é auscultado bilateralmente, mais diminuído à direita, com alguns estertores finos, sem sibilos e não se identificam retrações intercostais ou cianose. A oximetria de pulso mostra saturação de oxigênio de 95% em ar ambiente. Não há possibilidade de realização de radiografia de tórax na Unidade de Saúde. Há um hospital relativamente próximo.Sobre o diagnóstico e a conduta mais adequada, recomendados pelo Ministério da Saúde e de acordo com o Programa de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes em Pediatria e manejo das infecções respiratórias, é correto afirmar que
Criança < 5 anos com febre, tosse e taquipneia → suspeita de pneumonia, mesmo sem RX. Iniciar ATB oral.
A taquipneia é o sinal mais sensível e específico para o diagnóstico de pneumonia em crianças menores de 5 anos, conforme o PAIDP. Na ausência de sinais de gravidade, o tratamento com antibiótico oral (ex: amoxicilina) é a conduta inicial adequada, com reavaliação em 48 horas.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos globalmente. O Programa de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (PAIDP) do Ministério da Saúde oferece diretrizes claras para o diagnóstico e manejo, focando em sinais clínicos simples e acessíveis, como a taquipneia, para identificar precocemente a doença e iniciar o tratamento adequado, mesmo em ambientes com poucos recursos diagnósticos. A identificação rápida e o tratamento eficaz são cruciais para prevenir complicações e óbitos. A fisiopatologia da pneumonia pediátrica envolve a inflamação dos alvéolos pulmonares, geralmente por agentes bacterianos ou virais, levando ao comprometimento da troca gasosa. O diagnóstico clínico é fundamental, com a taquipneia sendo o marcador mais sensível de comprometimento pulmonar. A ausculta pulmonar pode revelar estertores finos e diminuição do murmúrio vesicular, mas a ausência desses achados não exclui o diagnóstico. A oximetria de pulso é importante para avaliar a saturação de oxigênio e identificar hipoxemia. O tratamento da pneumonia não grave em crianças é feito com antibióticos orais, sendo a amoxicilina a primeira escolha na maioria dos casos. A reavaliação em 48 horas é essencial para monitorar a resposta terapêutica e identificar sinais de falha do tratamento ou desenvolvimento de complicações, que poderiam indicar a necessidade de internação hospitalar ou mudança do esquema antibiótico. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e a importância da adesão ao tratamento é um pilar fundamental do manejo.
Os principais sinais incluem tosse, febre e, crucialmente, taquipneia (frequência respiratória elevada para a idade). Outros sinais podem ser tiragem subcostal, gemência e cianose, indicando gravidade.
A radiografia de tórax não é indispensável para o diagnóstico e tratamento inicial da pneumonia não grave em crianças, especialmente em locais com recursos limitados. O diagnóstico clínico baseado em taquipneia e outros sintomas é suficiente para iniciar a antibioticoterapia.
A conduta inicial para pneumonia não grave em crianças é o tratamento com antibioticoterapia oral (geralmente amoxicilina) por 5 a 7 dias, com reavaliação clínica em 48 horas para verificar a resposta ao tratamento ou identificar sinais de piora.
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