Pneumonia Bacteriana: Diagnóstico e Manejo na Emergência

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022

Enunciado

Na abordagem da pneumonia bacteriana no departamento de emergência pode ser recomendado:

Alternativas

  1. A) solicitar radiografia de tórax para os doentes que não tenham contra-indicações à radiação.
  2. B) utilizar o escore CURB-65 para predizer o risco de o paciente necessitar de suporte ventilação mecânica.
  3. C) prescrever antibioticoterapia para pneumonias não complicadas por pelo menos 10 dias.
  4. D) em razão da alta prevalência de infecção por M. tuberculosis no Brasil, a prescrição de quinolona respiratória deve ser primeira opção.
  5. E) prescrever corticoide endovenoso em pacientes com pneumonia grave, mesmo na ausência de choque refratário.

Pérola Clínica

Pneumonia bacteriana → Radiografia de tórax essencial para diagnóstico e extensão.

Resumo-Chave

A radiografia de tórax é um exame fundamental na abordagem da pneumonia bacteriana no departamento de emergência, sendo essencial para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão do acometimento pulmonar e identificar possíveis complicações, como derrame pleural ou abscesso.

Contexto Educacional

A pneumonia bacteriana é uma causa comum de internação e mortalidade, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico no departamento de emergência. A abordagem inicial eficaz é crucial para o desfecho do paciente. O diagnóstico baseia-se na combinação de achados clínicos (febre, tosse, dispneia, dor torácica) e radiológicos. A radiografia de tórax é o exame complementar padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de pneumonia, identificar o padrão de acometimento (lobar, broncopneumonia, intersticial) e detectar complicações como derrame pleural, cavitação ou abscesso. É uma ferramenta indispensável, e sua solicitação é recomendada para todos os pacientes com suspeita clínica, salvo raras contraindicações à radiação. O escore CURB-65 é uma ferramenta de estratificação de risco que auxilia na decisão do local de tratamento, mas não prediz diretamente a necessidade de ventilação mecânica. A antibioticoterapia deve ser iniciada precocemente, mas a duração para pneumonias não complicadas é geralmente de 5-7 dias, não 10 dias. O uso de quinolonas respiratórias como primeira opção não é universalmente recomendado devido à preocupação com resistência e ao perfil epidemiológico local. Corticoides endovenosos são reservados para casos de pneumonia grave com choque refratário ou insuficiência respiratória grave, não para todos os pacientes com pneumonia grave.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da radiografia de tórax no diagnóstico da pneumonia bacteriana?

A radiografia de tórax é crucial para confirmar o diagnóstico de pneumonia, evidenciando infiltrados pulmonares, e para avaliar a extensão da doença, a presença de complicações e o diagnóstico diferencial com outras patologias.

Para que serve o escore CURB-65 na pneumonia?

O escore CURB-65 (Confusão, Ureia >7 mmol/L, Frequência Respiratória >30 ipm, Pressão Arterial <90/60 mmHg, Idade >65 anos) é utilizado para predizer a mortalidade e auxiliar na decisão sobre o local de tratamento (ambulatorial, enfermaria ou UTI) da pneumonia adquirida na comunidade.

Qual a duração recomendada da antibioticoterapia para pneumonia não complicada?

A duração da antibioticoterapia para pneumonia bacteriana não complicada geralmente varia de 5 a 7 dias, e não por pelo menos 10 dias, com a interrupção baseada na melhora clínica do paciente, incluindo afebrilidade e estabilidade hemodinâmica.

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