ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023
Um paciente de 20 anos de idade, previamente saudável, procurou o pronto-socorro informando apresentar, há dois dias, quadro clínico constituído por febre de 38 ºC, associada a dor torácica respiratório-dependente à esquerda e tosse com eliminação de secreção amarelada. A radiografia de tórax mostrou consolidação em língula. O exame físico revelou crepitações inspiratórias em região axilar esquerda, pressão arterial de 80 mmHg x 40 mmHg, SatO2 = 90%, FR = 32 irpm e FC = 110 bpm. Acerca do caso clínico, assinale a alternativa correta.
Pneumonia: Diagnóstico clínico-radiológico suficiente. Sinais de choque/hipoxemia → internação imediata e ATB.
O diagnóstico de pneumonia é estabelecido pela história clínica, exame físico e radiografia de tórax. O paciente apresenta sinais de gravidade (hipotensão, hipoxemia, taquipneia, taquicardia), indicando necessidade de tratamento imediato e internação, sem a necessidade de exames complementares adicionais para iniciar a conduta.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar aguda que pode variar de leve a grave. O diagnóstico é fundamentalmente clínico e radiológico. A história de febre, tosse, dor torácica e dispneia, associada a achados no exame físico como crepitações e à presença de um infiltrado no raio-X de tórax, é geralmente suficiente para estabelecer o diagnóstico. Em pacientes jovens e previamente saudáveis, a PAC pode ser grave, como demonstrado pelos sinais de choque e hipoxemia no caso apresentado. A presença de hipotensão, taquipneia, hipoxemia e taquicardia são indicadores de gravidade que exigem atenção imediata. Nestes casos, a conduta deve ser rápida, com internação hospitalar (muitas vezes em UTI) e início precoce da antibioticoterapia empírica, sem aguardar resultados de culturas ou outros exames complementares que possam atrasar o tratamento. A radiografia de tórax é crucial para confirmar a presença de consolidação e descartar outras condições. O tratamento da pneumonia grave visa estabilizar o paciente, erradicar o patógeno e prevenir complicações. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir os agentes mais prováveis, e o suporte ventilatório e hemodinâmico é essencial. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e do início do tratamento, bem como da resposta individual do paciente. A identificação precoce dos sinais de gravidade é um ponto chave para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
Clinicamente, a pneumonia se manifesta com febre, tosse (com ou sem expectoração), dispneia e dor torácica pleurítica. No exame físico, podem ser encontradas crepitações, broncofonia e macicez à percussão. Radiograficamente, o diagnóstico é confirmado pela presença de consolidação ou infiltrado pulmonar.
Em casos de pneumonia grave, especialmente com sinais de choque ou hipoxemia, o atraso no início da antibioticoterapia e do suporte clínico pode levar a piora rápida do quadro e aumento da mortalidade. O diagnóstico clínico-radiológico é suficiente para iniciar o tratamento empírico de forma imediata.
Sinais de alerta incluem hipotensão (PA sistólica <90 mmHg), taquipneia (>30 irpm), hipoxemia (SatO2 <90%), confusão mental, taquicardia (>125 bpm), e achados laboratoriais como leucopenia ou leucocitose extrema, disfunção renal ou acidose metabólica.
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