SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
A pancreatite aguda tem como causas principais a litíase biliar e a ingestão alcoólica. Para o seu diagnóstico, o exame indicado é a:
Pancreatite aguda: TC de abdômen com contraste é o exame padrão-ouro para diagnóstico e avaliação de complicações.
Embora a ultrassonografia abdominal seja útil na etiologia biliar, a TC de abdômen com contraste é crucial para confirmar o diagnóstico de pancreatite aguda, avaliar a extensão da inflamação, identificar necrose e outras complicações, sendo essencial para o estadiamento e manejo.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com as causas mais comuns sendo a litíase biliar e o consumo excessivo de álcool. Sua incidência tem aumentado globalmente, e o reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações e mortalidade. A apresentação clínica clássica envolve dor abdominal epigástrica intensa, frequentemente irradiando para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. A elevação das enzimas pancreáticas (amilase e lipase) acima de três vezes o limite superior da normalidade, juntamente com a dor característica, são pilares. No entanto, a confirmação e a avaliação da extensão da doença e suas complicações são melhor realizadas por exames de imagem. A Tomografia Computadorizada (TC) de abdômen com contraste é o exame de escolha, permitindo visualizar o pâncreas, identificar edema, coleções líquidas, necrose e outras complicações, sendo fundamental para o estadiamento da gravidade. O tratamento da pancreatite aguda é primariamente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e manejo de náuseas. Em casos de etiologia biliar, a colecistectomia pode ser indicada após a resolução do quadro agudo. A identificação precoce de complicações como necrose infectada ou pseudocistos é vital, pois podem requerer intervenções específicas. O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade e da presença de complicações, reforçando a importância de um diagnóstico e manejo adequados.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase sérica >3x o limite superior, e achados de imagem compatíveis (TC, RM ou USG).
A TC com contraste é o exame de escolha pois permite confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade da inflamação, identificar necrose pancreática e peripancreática, e detectar complicações como pseudocistos ou coleções.
A ultrassonografia abdominal é o exame inicial para investigar a etiologia biliar da pancreatite aguda, identificando cálculos na vesícula ou via biliar, mas não é o exame padrão-ouro para o diagnóstico da inflamação pancreática em si.
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