Pancreatite Aguda: Sinais Clínicos e Diagnóstico Diferencial

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 36 anos com distensão abdominal, alteração do peristaltismo intestinal, irritação peritoneal e hemorragia retroperitoneal. O diagnóstico provável, neste caso, é:

Alternativas

  1. A) Litíase biliar
  2. B) Pancreatite aguda
  3. C) Litíase renal
  4. D) Apendicite aguda
  5. E) Neoplasia de Cólon direito

Pérola Clínica

Distensão abdominal + irritação peritoneal + hemorragia retroperitoneal = suspeitar de pancreatite aguda grave.

Resumo-Chave

A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode apresentar um espectro de gravidade. Sinais como distensão abdominal, irritação peritoneal e hemorragia retroperitoneal (sinais de Grey Turner ou Cullen) indicam um quadro mais grave, com necrose e possível complicação hemorrágica.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, que pode variar de uma forma leve e autolimitada a uma doença grave com necrose e falência de múltiplos órgãos. É uma condição comum em serviços de emergência e um tema frequente em provas de residência, exigindo um diagnóstico rápido e manejo adequado para prevenir complicações e reduzir a mortalidade. As principais causas são litíase biliar e alcoolismo. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal intensa e súbita no epigástrio, frequentemente irradiando para o dorso. Sinais como distensão abdominal, alteração do peristaltismo (íleo paralítico), irritação peritoneal e hemorragia retroperitoneal (sinais de Grey Turner – equimose nos flancos; e Cullen – equimose periumbilical) são indicativos de um quadro mais grave, com necrose e extravasamento de fluidos e sangue. O diagnóstico é estabelecido pela clínica, elevação de amilase e lipase séricas e exames de imagem como a tomografia computadorizada, que é essencial para avaliar a gravidade e a presença de complicações como necrose e coleções fluidas. O tratamento é principalmente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e jejum. Em casos graves, pode ser necessária intervenção cirúrgica ou endoscópica para drenagem de coleções ou descompressão biliar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos para pancreatite aguda?

O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, irradiando para o dorso), elevação de amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior do normal, e achados característicos em exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética).

O que indicam a irritação peritoneal e a hemorragia retroperitoneal na pancreatite aguda?

A irritação peritoneal e a hemorragia retroperitoneal (manifestada pelos sinais de Grey Turner ou Cullen) indicam um quadro de pancreatite aguda grave, com necrose pancreática e extravasamento de enzimas e sangue para o peritônio e retroperitônio, respectivamente, associado a pior prognóstico.

Como diferenciar a pancreatite aguda de outras causas de dor abdominal?

A diferenciação envolve a avaliação da história clínica, exame físico, exames laboratoriais (amilase, lipase, hemograma, função hepática) e exames de imagem. Condições como colecistite aguda, úlcera perfurada, apendicite e infarto mesentérico devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.

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