Pancreatite Aguda: Diagnóstico e Investigação Etiológica

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Sobre a pancreatite aguda, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O achado adicional de elevação da alanino aminotransferase (ALT) sugere colangite concomitante.
  2. B) Pode ocorrer após colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, com incidências similares para procedimentos diagnósticos ou terapêuticos.
  3. C) A ultrassonografia, embora de utilidade limitada para o diagnóstico da pancreatite aguda, deve ser realizada sempre para auxiliar na definição etiológica.
  4. D) É necessário achado em exame de imagem, preferencialmente tomografia computadorizada com contraste endovenoso, para confirmação diagnóstica.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda: USG abdominal essencial para etiologia (litíase biliar), mesmo com diagnóstico clínico-laboratorial.

Resumo-Chave

Embora a ultrassonografia abdominal tenha limitações para visualizar o pâncreas em casos de pancreatite aguda devido a gases intestinais, ela é indispensável na investigação etiológica, principalmente para identificar cálculos biliares, a causa mais comum da doença. O diagnóstico é primariamente clínico e laboratorial.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com alta morbimortalidade. É um tema frequente em provas de residência, exigindo conhecimento sobre diagnóstico, etiologia e manejo. A etiologia biliar e alcoólica são as mais comuns, mas outras causas como hipertrigliceridemia e CPRE devem ser consideradas. O diagnóstico da pancreatite aguda é primariamente clínico e laboratorial, baseado na dor abdominal característica e elevação das enzimas pancreáticas (amilase e lipase) em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade. A ultrassonografia abdominal, apesar de suas limitações na visualização direta do pâncreas devido a gases, é um exame fundamental e deve ser realizada em todos os pacientes para investigar a etiologia, principalmente a biliar. O manejo inicial da pancreatite aguda é de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. A tomografia computadorizada com contraste não é necessária para o diagnóstico inicial, mas é valiosa para avaliar a gravidade, identificar necrose pancreática e outras complicações, sendo geralmente realizada após 72 horas do início dos sintomas em casos graves ou com piora clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pancreatite aguda?

O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem.

Qual o papel da ultrassonografia na pancreatite aguda?

A ultrassonografia abdominal é crucial para investigar a etiologia da pancreatite aguda, especialmente para identificar colelitíase ou coledocolitíase, que são as causas mais comuns. Embora possa ter dificuldade em visualizar o pâncreas devido a gases, é a primeira linha para a etiologia.

Quando a tomografia computadorizada é indicada na pancreatite aguda?

A tomografia computadorizada com contraste é geralmente indicada para avaliar a gravidade da pancreatite, identificar complicações como necrose ou coleções fluidas, ou em casos de dúvida diagnóstica, mas não é necessária para o diagnóstico inicial na maioria dos pacientes.

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