IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Sobre a pancreatite aguda, é correto afirmar que:
Pancreatite aguda: USG abdominal essencial para etiologia (litíase biliar), mesmo com diagnóstico clínico-laboratorial.
Embora a ultrassonografia abdominal tenha limitações para visualizar o pâncreas em casos de pancreatite aguda devido a gases intestinais, ela é indispensável na investigação etiológica, principalmente para identificar cálculos biliares, a causa mais comum da doença. O diagnóstico é primariamente clínico e laboratorial.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com alta morbimortalidade. É um tema frequente em provas de residência, exigindo conhecimento sobre diagnóstico, etiologia e manejo. A etiologia biliar e alcoólica são as mais comuns, mas outras causas como hipertrigliceridemia e CPRE devem ser consideradas. O diagnóstico da pancreatite aguda é primariamente clínico e laboratorial, baseado na dor abdominal característica e elevação das enzimas pancreáticas (amilase e lipase) em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade. A ultrassonografia abdominal, apesar de suas limitações na visualização direta do pâncreas devido a gases, é um exame fundamental e deve ser realizada em todos os pacientes para investigar a etiologia, principalmente a biliar. O manejo inicial da pancreatite aguda é de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. A tomografia computadorizada com contraste não é necessária para o diagnóstico inicial, mas é valiosa para avaliar a gravidade, identificar necrose pancreática e outras complicações, sendo geralmente realizada após 72 horas do início dos sintomas em casos graves ou com piora clínica.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem.
A ultrassonografia abdominal é crucial para investigar a etiologia da pancreatite aguda, especialmente para identificar colelitíase ou coledocolitíase, que são as causas mais comuns. Embora possa ter dificuldade em visualizar o pâncreas devido a gases, é a primeira linha para a etiologia.
A tomografia computadorizada com contraste é geralmente indicada para avaliar a gravidade da pancreatite, identificar complicações como necrose ou coleções fluidas, ou em casos de dúvida diagnóstica, mas não é necessária para o diagnóstico inicial na maioria dos pacientes.
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