Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
A endometriose é uma condição ginecológica comum, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, o que pode causar dor intensa, infertilidade e outros sintomas. O diagnóstico dessa doença pode ser desafiador, exigindo uma combinação de anamnese detalhada, exame físico cuidadoso e, muitas vezes, exames complementares. Sobre o tema, é CORRETO afirmar:
Endometriose: suspeita clínica/imagem → diagnóstico definitivo = Videolaparoscopia com confirmação histopatológica.
Embora exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética sejam excelentes para o mapeamento pré-operatório, o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo da endometriose continua sendo a visualização direta das lesões por videolaparoscopia, com confirmação histológica.
A endometriose é uma doença inflamatória estrogênio-dependente caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo uma das principais causas de dor pélvica crônica e infertilidade, com grande impacto na qualidade de vida. O diagnóstico começa com uma alta suspeita clínica baseada em sintomas característicos como dismenorreia progressiva, dor pélvica crônica, dispareunia de profundidade, sintomas intestinais e urinários cíclicos e infertilidade. O exame físico pode revelar dor à palpação de fórnice vaginal posterior ou nódulos nos ligamentos uterossacros. Exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve, são essenciais para o mapeamento das lesões, especialmente as formas profundas e ovarianas (endometriomas). Apesar da alta acurácia dos métodos de imagem nas mãos de examinadores experientes, a videolaparoscopia com inspeção sistemática da cavidade pélvica e abdominal seguida de biópsia e confirmação histopatológica das lesões permanece como o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. O procedimento permite não apenas confirmar a doença, mas também estadiá-la e, frequentemente, realizar o tratamento cirúrgico no mesmo tempo, com a excisão dos focos de endometriose.
Os achados incluem implantes superficiais (lesões vermelhas, pretas ou brancas), endometriomas ovarianos (cistos de conteúdo 'achocolatado'), aderências pélvicas que distorcem a anatomia normal e nódulos de endometriose profunda, que podem infiltrar ligamentos uterossacros, bexiga e intestino.
Este exame é fundamental para o mapeamento não invasivo da endometriose, especialmente a forma profunda. O preparo intestinal melhora a visualização de nódulos no septo retovaginal, ligamentos uterossacros e parede intestinal, sendo crucial para o planejamento cirúrgico.
A dor da endometriose é tipicamente cíclica (piora no período perimenstrual), profunda e frequentemente associada a dispareunia de profundidade, disquesia (dor ao evacuar) e disúria cíclicas. A associação desses sintomas com infertilidade aumenta fortemente a suspeita diagnóstica.
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