UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Quatro mulheres, acima dos 60 anos, retornam ao Centro de Saúde com exames laboratoriais (hemograma, vitamina D, PTH, creatinina e cálcio) dentro dos valores de normalidade. Apresentam as seguintes densitometrias ósseas e radiogramas da coluna:OS DIAGNÓSTICOS DAS PACIENTES 1, 2, 3 E 4 SÃO, RESPECTIVAMENTE:
Osteoporose = T-score ≤ -2,5 DP ou fratura de fragilidade. Osteopenia = T-score entre -1,0 e -2,5 DP.
O diagnóstico de osteoporose é feito por densitometria óssea (T-score ≤ -2,5 desvios-padrão) ou pela presença de fratura de fragilidade, independentemente do T-score. A osteopenia é definida por um T-score entre -1,0 e -2,5 desvios-padrão.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, do risco de fraturas. É uma condição comum em mulheres pós-menopausa e idosos, com grande impacto na morbimortalidade e qualidade de vida. O diagnóstico precoce é fundamental para a prevenção de fraturas e suas complicações, sendo a densitometria óssea o principal método diagnóstico. A classificação da densidade mineral óssea (DMO) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza o T-score: normal (T-score ≥ -1,0 DP), osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5 DP) e osteoporose (T-score ≤ -2,5 DP). Além disso, a presença de uma fratura de fragilidade (fratura que ocorre após trauma mínimo, como queda da própria altura) é um critério diagnóstico de osteoporose, independentemente do valor do T-score. A avaliação radiográfica da coluna pode identificar fraturas vertebrais assintomáticas, que são marcadores importantes de risco de futuras fraturas. O manejo da osteoporose envolve medidas não farmacológicas (exercícios, dieta rica em cálcio e vitamina D) e farmacológicas (bifosfonatos, denosumabe, teriparatida, entre outros), visando reduzir o risco de fraturas. É crucial que o residente compreenda os critérios diagnósticos e a importância da avaliação completa do paciente, incluindo histórico de fraturas e fatores de risco, para instituir o tratamento adequado e prevenir complicações graves.
A osteoporose é diagnosticada quando o T-score na densitometria óssea é igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão em coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur. A osteopenia é diagnosticada quando o T-score está entre -1,0 e -2,5 desvios-padrão. A presença de uma fratura de fragilidade, como vertebral, já confere o diagnóstico de osteoporose, independentemente do T-score.
O T-score é um valor que compara a densidade mineral óssea (DMO) do paciente com a DMO média de adultos jovens saudáveis do mesmo sexo. Ele é expresso em desvios-padrão e é o principal critério para classificar a DMO em adultos pós-menopausa ou homens com mais de 50 anos.
Sim, a presença de uma fratura de fragilidade, como uma fratura vertebral atraumática ou por trauma de baixa energia, é um critério diagnóstico para osteoporose, mesmo que o T-score na densitometria óssea esteja na faixa de osteopenia ou até mesmo normal. Isso indica uma falha na qualidade óssea que não é totalmente capturada pela DMO.
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