Osteoporose Estabelecida: Diagnóstico e Tratamento Ideal

USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019

Enunciado

Mulher, 72 anos, comparece à consulta trazendo densitometria óssea e raio X de coluna lombossacra solicitados na consulta anterior. Nega sintomas e não usa medicações. Na densitometria observa-se T-score= -1,7 em fêmur total e -2,1 em coluna lombar (L1-L4). O raio X de coluna evidencia perda da altura do corpo vertebral de L2 em 30%.Qual é o diagnóstico e qual é a conduta medicamentosa mais apropriada?

Alternativas

  1. A) Osteopenia- suplementação de cálcio e vitamina D3.
  2. B) Osteopenia- bifosfonato, cálcio e vitamina D3.
  3. C) Osteoporose estabelecida- bifosfonato, cálcio e vitamina D3.
  4. D) Osteoporose estabelecida- denosumab, cálcio e vitamina D3.

Pérola Clínica

T-score < -2,5 OU fratura por fragilidade → Osteoporose. Com fratura = Osteoporose estabelecida.

Resumo-Chave

O diagnóstico de osteoporose é feito por T-score ≤ -2,5 em qualquer sítio ou pela presença de fratura por fragilidade, independentemente do T-score. A perda de altura vertebral de 30% indica uma fratura osteoporótica, caracterizando osteoporose estabelecida, que requer tratamento farmacológico.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. O diagnóstico é feito principalmente pela densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral óssea (DMO) e expressa os resultados como T-score. Um T-score entre -1,0 e -2,5 indica osteopenia, enquanto um T-score ≤ -2,5 em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) diagnostica osteoporose. No entanto, a presença de uma fratura por fragilidade (fratura que ocorre com trauma mínimo ou ausente, como queda da própria altura), independentemente do T-score, também é um critério diagnóstico para osteoporose. Quando uma fratura por fragilidade já ocorreu, a condição é classificada como osteoporose estabelecida ou grave. No caso apresentado, a paciente tem um T-score de -2,1 na coluna lombar (que por si só já seria osteoporose) e, mais importante, uma perda de altura vertebral de 30% em L2, que configura uma fratura vertebral osteoporótica. A conduta medicamentosa para osteoporose estabelecida é o tratamento farmacológico, sendo os bifosfonatos (como alendronato, risedronato, ibandronato, zoledronato) a primeira linha na maioria dos casos, devido à sua eficácia em reduzir o risco de fraturas. A suplementação de cálcio e vitamina D3 é sempre recomendada em conjunto com o tratamento farmacológico, pois são essenciais para a saúde óssea e para otimizar a resposta à terapia. O denosumab é uma alternativa para pacientes com intolerância ou contraindicação aos bifosfonatos, ou em casos de falha terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para osteoporose?

A osteoporose é diagnosticada por um T-score ≤ -2,5 em coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur, ou pela presença de uma fratura por fragilidade, independentemente do T-score.

Por que a perda de altura vertebral de 30% indica uma fratura osteoporótica?

Uma perda de altura vertebral de 20% ou mais (ou 4 mm) é considerada uma fratura vertebral significativa, mesmo na ausência de trauma maior, e é um critério para osteoporose estabelecida.

Qual a importância da suplementação de cálcio e vitamina D no tratamento da osteoporose?

Cálcio e vitamina D são fundamentais para a saúde óssea. A vitamina D é essencial para a absorção intestinal de cálcio, e ambos são necessários para otimizar a eficácia dos medicamentos anti-osteoporose e prevenir deficiências.

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